domingo, 1 de dezembro de 2019

UM ROLO COMPRESSOR CHAMADO BENFICA

...no campeonato é mesmo isso que se deve chamar até ao momento a este Benfica de Bruno Lage. Muito pouco a apontar ao treinador encarnado em jogos do campeonato. 

Apesar de não concordar com algumas opções na escolha de jogadores, tenho de dar o braço a torcer e sublinhar o excelente trabalho do treinador encarnado em jogos para o campeonato.


 

sábado, 23 de novembro de 2019

IMAGENS DO ÚLTIMO TREINO DO FLAMENGO ANTES DA FINAL DA LIBERTADORES

Mourinho e Jesus: a hora dos Mestres



O regresso de José Mourinho à actividade e o sucesso que está a bater à porta de Jorge Jesus colocam dois treinadores portugueses no centro das atenções.
São dois treinadores que aprecio. São dois Mestres, cada qual com as suas particularidades.

Sei que é relativo, mas para mim o futebol deixou de ser o mesmo quando José Mourinho perdeu o palco. Ele confessou várias vezes o seu sofrimento por não estar a viver o dia-a-dia do futebol como qualquer treinador gosta de fazer, isto é, dividido entre os relvados, os gabinetes e os bancos/área técnica, teve convites para regressar à actividade, mas resistiu sempre à força do dinheiro. Mourinho não precisa de dinheiro; precisa(va) de um projecto a devolver-lhe a paixão pelo futebol, e que fosse compatível com o seu desejo de demonstrar que é… ‘special’, único.

José Mourinho e Jorge Jesus são abissalmente diferentes, embora, nalguns pontos, muito iguais.

Desde logo, a diferença maior é académica e isso reflecte-se muito na área da comunicação. Mourinho é um ‘homem do Mundo’, fala várias línguas, e essa é uma vantagem que Jorge Jesus não tem mas que compensa — mesmo nesta área da comunicação — com outras valências. Se Mourinho é um treinador que utiliza a arte da comunicação para estar mais perto dos seus objectivos, Jorge Jesus também o faz. De maneiras diferentes, mas quase sempre com o mesmo grau de eficácia. Mourinho é mais elaborado, irónico, intelectualmente brutal quando acha ser necessário; Jesus tem aquele seu típico jeito de mastigar e tropeçar nas palavras, mas mesmo essa característica tem valor (mesmo que glosado) entre os receptores.

São os dois agradáveis e tratáveis fora de campo, mas chegam a ser intratáveis no seu ambiente de trabalho, quando algo escapa ao controlo e liderança. Hoje em dia, mais do que antigamente, face à evolução da vida e das próprias vicissitudes que marcam o chamado futebol dos milhões, os treinadores têm de saber APERTAR-E-AMAR ao mesmo tempo os jogadores, como se fosse um exercício de ‘ginástica cueca’, à Vasco Santana,  algo muito difícil e que só os melhores conseguem. E isso só se torna possível quando os jogadores acreditam nas ideias e no saber traduzido, diariamente, pelos treinadores.

Jorge Jesus evoluiu muito nesse sentido e não é por acaso que cresceram exponencialmente, nos últimos anos, os elogios feitos por atletas com quem trabalha ou já trabalhou; talvez Mourinho tenha algo ainda a fazer nesse campo, e esta passagem pelo Tottenham talvez nos revele um Mourinho menos implacável, ainda que muito senhor das suas ideias.

Estes são treinadores que ou se amam ou se odeiam, porque têm uma qualidade que aprecio nos seres humanos: assumem as suas diferenças e não são ‘híbridos’ como vemos, em profusão, por aí aos pontapés.

Mourinho teve um ano para reflectir e tenho a certeza que o fez. Mourinho não precisa de demonstrar nada a ninguém, porque a sua carreira e os resultados alcançados dizem quase tudo, mas na vida e nas profissões há sempre algo a mudar e a corrigir e não me admiraria nada que, apesar do seu trajecto vencedor —, não obstante as críticas recentes de que estaria ‘acabado’ —, Mourinho regresse agora melhor treinador, se isso é de facto possível, a avaliar por tudo aquilo que já conquistou.

Deixo desde já expressa a minha convicção: apesar do atraso actual dos ‘Spurs’, Mourinho vai aproximar o Tottenham dos lugares cimeiros e vai ser, de novo, um dos protagonistas da Premier League. O futebol sem ‘Mou’ não é a mesma coisa. Ele prepara tão bem os jogos como as conferências de imprensa, não deixa nada ao acaso.

Jorge Jesus está noutro patamar, porque saiu muito tarde de Portugal, por causa da língua. No entanto, como treinador, é dos melhores e aquilo que está a conseguir no Flamengo prova a sua apetência para transformar. Há um futebol com a marca Jesus — e se ele vencer hoje a Libertadores, na final com o River Plate, viverá porventura o dia mais inesquecível da sua vida. O sempre muito discutido endeusamento de Jorge Jesus em Portugal não vai saber a nada, se Jorge Jesus vencer a Libertadores e logo a seguir vencer o Brasileirão. Será a consagração do Deus-Jesus, mas o River Plate — é bom não esquecê-lo — tem uma palavra a dizer…

Em Portugal, muitos treinadores portugueses deixaram a sua marca, como José Maria Pedroto, Fernando Vaz, Artur Jorge, entre outros, mas Mourinho é mesmo especial (com um palmarés distintivo) e Jorge Jesus singularíssimo.

Cedo se percebeu que Portugal era demasiado pequeno para a ambição e o valor de José Mourinho e isso só não se percebeu mais cedo em Jorge Jesus por uma questão de maneira de estar. Mas também é certo que Jorge Jesus foi ficando em Portugal (sabendo-se pagar) porque há trinta anos, ou mesmo vinte, esqueceu-se de ir aprender inglês. Sucesso em Portugal, sucesso no Brasil, sucesso no futebol-irmão. Não é por acaso. Of course.
 

JARDIM DAS ESTRELAS **(2 estrelas)

Só panegíricos?

 
1. Bruno Fernandes no Tottenham, nesta reabertura da janela de transferências? Não me parece…

2. Mourinho estreia-se hoje (12H30), como treinador do Tottenham. A não perder.

3. Jorge Jesus tão perto da glória. Ele fez os portugueses aproximarem-se do futebol brasileiro e sul-americano. Esta final com o River Plate representa um dos dias mais importantes da sua vida.

4. Fábio Silva já tem uma cláusula de rescisão extraordinária: 125M€. Agora, só falta o resto. Trocos.
5. Pinto da Costa está enormemente enganado em relação à ponderação que faz entre       o  tempo extra de amores e ódios. 
A mania da perseguição e a intolerância à crítica (um clássico no futebol) prejudicam o FCP. 
O estado actual do clube, convenhamos, não admite (apenas) panegíricos.


O CACTO
Samaris fora?
Não se percebe

Record noticia que o Benfica procura colocação para 6 ‘excedentários’ do plantel. Faz sentido a estratégia da SAD benfiquista? Vejamos:

1. EBUEHI. Sim, faz sentido. Poucas oportunidades e muitas lesões. Nunca se afirmou.

2. CONTI. Sim, faz sentido. Nunca revelou qualidade ou potencial ao nível de Rúben Dias, Ferro ou mesmo Jardel.

3. FEJSA. Faz algum sentido, mas… O jogador sérvio chegou a ser a ‘válvula’ mais importante do sistema da equipa… É uma das principais vítimas da afirmação dos jogadores do Seixal (Florentino, no caso em apreço). Uma vítima de projecto.

4. ZIVKOVIC. Não, não faz sentido. Grande potencial. Capacidade desaproveitada. Um caso complexo que tem mais a ver com representantes e intermediações, e não com valor desportivo.

5. CAIO LUCAS. Faz algum sentido, porque só agora se percebeu que não vale mais do que Cervi… Flop de contratação.

6. SAMARIS. Não, não faz sentido. Zero. Ninguém percebe.
daqui

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Alguém sabe onde é a After Party Uribe?!

Uribe e a esposa na Gala dos Dragões De Ouro

 

COMO O FLAMENGO PREPARA A FINAL DA LIBERTADORES

É já no próximo sábado que o Flamengo de Jorge Jesus e de muitos outros portugueses disputará a final da Libertadores. 

Em baixo, um excelente vídeo dos bastidores de como o Flamengo tem vindo a preparar a final que aí vem. Esta reportagem é basicamente sobre as meias-finais com o Grémio.


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

OS NOVOS INIMIGOS DE JOSÉ MOURINHO?!

Confesso que já fui mais simpatizante de José Mourinho do que actualmente. 

Partilhei isso mesmo com um amigo mal recebi esta noticia. Dizia-me ele e, com alguma razão - só resta saber com quem se vai 'pegar no interior do balneário' dos spurs. 

Espero que tenha sido uma fase má do Special One - as guerrinhas no Real, Chelsea (2ª passagem) e Manchester United. 

O treinador português tem um passado no futebol de meter inveja a qualquer um, merece que essas situações menos agradáveis sejam 'varridas para debaixo do tapete'. 

Desejo que Mourinho volte a ser o que já foi e seja muito feliz nesta 'nova empreitada'. 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

OS BASTIDORES DO FLA DE JORGE JESUS

Aqui fica uma excelente reportagem sobre os bastidores do último jogo do Flamengo em Porto Alegre. O treinador português está em alta. Caso o vídeo desapareça do blogue, clique aqui.
A não perder também no último vídeo o percurso de JJ até agora.


 

domingo, 17 de novembro de 2019

Portugal está no EURO 2020

Não foi a qualificação que muitos desejariam, mas o que interessa é que já lá estamos


Quando se iniciar o próximo Euro 2020, podemos dizer à boca cheia: 

- Vamos defender o título de Campeões Europeus! 


…e, 


- somos o único país da europa que nos últimos 20 anos marcou presença assídua em todas as grandes competições internacionais a que tínhamos direito de participar! 


sábado, 16 de novembro de 2019

O Sporting e as claques no país do faz-de-conta




O tema das claques, que ganhou um novo élan com a tomada de posição do actual Conselho Diretivo do Sporting e do seu presidente, Frederico Varandas, está a ser discutido da pior forma ou, melhor dizendo, não está a ser analisado no contexto e na dimensão exactos.
1. Há uma corrente de opinião, sustentada por um lado no interesse da manutenção das mordomias e dos negócios de duas claques do Sporting e, por outro, na motivação de franjas oposicionistas cujo maior interesse é chegar ao poder, seja lá por onde for, que vê o posicionamento de Varandas como uma espécie de bóia de salvação, considerando o fraco desempenho da equipa de futebol, no primeiro ano de ‘autonomia varandista’, com treinador e jogadores escolhidos no âmbito da sua administração e consulado.

2. Não se pode misturar as coisas e é perigoso misturar as coisas. Há anos que o tema das claques foi abandonado e, por causa desse abandono, as claques foram ganhando— junto dos clubes, de Norte a Sul —  um poder inusitado e, repito, perigoso. Esse poder foi sendo consolidado com a total indiferença e cumplicidade das tutelas.

3. Toda a gente se lembra, no auge do processo ‘Apito Dourado’, das imagens do presidente do FC Porto à chegada ao tribunal rodeado de ‘seguranças’ da principal claque dos azuis-e-brancos.

4. Mais recentemente o que aconteceu na Academia do Sporting, cuja invasão  ocorre na sequência de um clima e de uma linguagem bélicas usadas pelo ex-presidente, inclusive contra a própria equipa e jogadores, colocou o tema das claques num patamar de perigosidade nunca antes visto.

5. Não cedendo aos caprichos das ditas claques e não alimentando as suas mordomias e negócios, o presidente dos ‘leões’ expôs-se como nunca. As ditas claques foram engordando e inchando ainda antes do ‘fenómeno’ Bruno de Carvalho (todos nos lembramos das problemáticas do eixo Godinho Lopes-Pereira Cristóvão), mas foi com ele que adquiriram a expressão máxima da influência e do peso na estrutura.

6. Um presidente entrar, recorrentemente, no relvado para, junto do sector das claques, fazer vénias de agradecimento pelo ‘apoio’ prestado foi mais uma das singularidades achadas no tempo mais lamentável da história do Sporting.

7. Quer dizer: para poderem ter o conforto da ‘segurança’, ou lá o que isso representa, e a disponibilidade dos ‘braços armados’, os presidentes de clubes representativos do futebol nacional como o FC Porto e o Sporting, em momentos e épocas diferentes, não se importaram de trocar esse apoio pela perda de autonomia e poder.

8. Quando, em Abril deste ano, o FC Porto foi a Vila do Conde empatar e hipotecar a réstia de esperança que ainda havia na reconquista do título, a humilhação sofrida por jogadores, treinadores e administradores correspondeu à cedência mais indigente e invertebrada que uma estrutura (supostamente forte) poderia protagonizar.

9. Isto anda tudo de pernas para o ar, completamente subvertido. E, repito: os clubes e os seus responsáveis alimentaram e acomodaram-se a um regime que é uma afronta a qualquer sociedade civilizada.

10. E ‘isto’ aconteceu debaixo do nariz do Estado, com claques organizadas ou não, sendo que em Portugal estar legalizado ou não estar legalizado vai dar ao mesmo. Ao mesmo regime genericamente de impunidade, perante a ameaça, o desrespeito — perante princípios basilares de urbanidade — e a violência.

11. O tempo que leva a amassar legislação e a criação de organismos de suposta Autoridade — a ineficácia tem sido (até agora) brutal. Conversa de chacha.

12. Vamos ser claros: os clubes dominantes e os governos andam a fazer pouco daqueles que não se revêem neste tipo de processos. Se quisessem acabar com isto, já o tinham feito. Hoje, há mecanismos fáceis de accionar segundo os quais qualquer espectador que se sente num determinado lugar dos estádios é potencialmente identificável.

13. Esta coisa-chique dos GOA torna a subversão ainda mais indigna, porque é legitimada. Pagar e financiar o apoio para quê? Deixem o livre arbítrio de puxar pelas equipas aos adeptos. Adeptos comuns. Adeptos sem agenda. Adeptos que apenas querem ver o seu clube ganhar e saibam aceitar a derrota.

14. Dá mais trabalho às polícias e uma concertação maior entre Ministérios? Sim, mas o poder político não pode continuar a fazer de conta. Este problema não é só do Sporting; é do FC Porto e do Benfica — e é do País.

15. O poder político tinha a obrigação de acabar com as claques, quando elas exorbitaram o objecto da sua existência. É muito difícil de entender a passividade de António Costa e até de Marcelo Rebelo de Sousa, perante este desfile de indignidades. Ou talvez não.

 
JARDIM DAS ESTRELAS
** (2 estrelas)

A escalar
o Everest?!…

1. Este ‘friozinho na barriga’, por causa do apuramento para o Euro-2020, é uma coisa extraordinária. Temos uma dupla jornada para fechar o apuramento, com a Lituânia e o Luxemburgo, e parece que vamos escalar o Everest ou o Mauna Kea.

2. É bom de ver que os apuramentos para as grandes competições está super facilitada para as selecções mais fortes. É o negócio e não confundamos (falsa) exigência com obrigação.

3. Fernando Santos, com os cuidados que sempre coloca em tudo, fez a gestão desta dupla jornada em pacote e não jogo a jogo. Neste caso, fez bem (a Lituânia joga…zero!) e deu a titularidade a jogadores que estão em evidência nas respectivas ligas. Exemplos? Rúben Neves, Pizzi e Gonçalo Paciência. Muito bem!

4. As hipérboles em relação a Cristiano Ronaldo (CR) estão na moda. Como está na moda CR contrair as hipérboles e os eufemismos. Uma coisa é certa: a caminhar para os 35 anos, CR tem de perceber que deve retirar-se ‘em alta’ e não ‘em baixa’… 

5. CR já está habituado a ter de lidar com os louvaminheiros do reino, que se sentam nas suas asas à procura, às vezes, de um grão de benefício ou com as invejinhas da idiossincrasia terráquea. Não é eterno, não é perfeito; apenas humano. A resposta tem sido tremenda mas nem todos os treinadores são como Fernando Santo(s). E isto - atenção - não é crítica; neste caso, é elogio…

 O CACTO

Os ‘frango-
-atiradores’
 

O ‘furacão Cindy’ fez algumas vítimas (Marchesín, Luís Diaz, Uribe e Saravia), mas a contabilidade dos estragos, no FC Porto, só será apurada no regresso das Seleções. O controlo dos danos ficou mais fácil, por causa da vitória no Bessa. Mas Sérgio Conceição continua demasiado exposto, seja por ‘défice de estrutura’, seja por vontade própria. Não é fácil o papel do treinador do FC Porto, com uma Administração que não administra e com uma Comunicação completamente desgovernada, sem saber muito bem em quem deve atirar. São os chamados frango-atiradores, especialistas em autogolos.

Bardamerda para a maioria dos analistas

  Ansioso para ler e ver o que tem a dizer os 'cientistas da bola', depois de anteontem o Barcelona ter 'empacotado' 8 batat...