sábado, 7 de setembro de 2019

"Especial Dia da Reconquista do Benfica"

Aqui vos deixo um vídeo que por acaso me tinha passado ao lado. Uma reportagem acompanhando o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira. 


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O CIRCO



Mais uma excelente crónica do Gonçalo Guimarães no jornal «A Bola»

1. Os jogadores do Sporting entraram em campo, no jogo com o Rio Ave,  com uma camisola alusiva aos incêndios na Amazónia. E no final deixaram Alvalade a arder. Insólita coincidência.

2. Um homem extraordinário pode ter um dia ordinário, um homem ordinário dificilmente pode ter um dia extraordinário, mas Coates (ou Coatis) conseguiu-o da pior forma possível.

3. Diz Frederico Varandas que com a saída de Keizer se fecha um ciclo. O que não se fecha é o circo. As últimas horas do mercado foram esquizofrénicas, como quem joga Football Manager, vendendo e rescindindo com tudo o que mexia e contratando tudo o que não mexia (mais um pouco, Varandas transferia-se a si próprio por engano). Tudo em cima do joelho, à pressa, como um aluno que corre desesperado a entregar o teste ao professor que já abandona a sala, rezando para ter respondido bem às últimas perguntas. No dia seguinte, cereja no topo do bolo, despede-se o treinador (vítima e culpado) e até o nome do homem é mal escrito no comunicado (Keiser).

4. Samaris é um cortador de relva  que abraça causas (não era preciso mais quando havia Félix), Taarabt rega o jogo e dita sentenças. É a diferença.

5. O que se passa com os avançados do Benfica? Seferovic está com a pontaria de um tipo que rompe o pano da mesa de snooker enquanto joga aos dardos no salão de jogos, RDT parece que está constantemente a rematar numa bola furada e contra o vento. A estes deputados-fantasma vale a democracia do golo na equipa.

6. Foram inventadas umas lentes de contacto (biomiméticas) que permitem fazer zoom ao que está a ver-se, basta piscar os olhos duas vezes. O CA da FPF já encomendou umas para Carlos Xistra, que expulsou (mal) Tapsoba no Dragão. Num piscar de olhos.

7. O treinador espanhol Luis Enrique perdeu a filha de 9 anos. De facto, «o futebol é a mais importante das coisas menos importantes da vida».
daqui


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O troca-tintas do Francisco J Marques

Estas declarações de Francisco J Marques são qualquer coisa de impressionante. Mente com quantos dentes tem na boca. 

Não é preciso ir muito longe, basta consultar as opiniões dos 'especialistas de arbitragem' (Jorge Coroado, José Leirós e Fortunato Azevedo) no seu jornal preferido - O Jogo. 

Deixo a última imagem em baixo, com pouca qualidade, é certo, mas foi o que se conseguiu arranjar à pressa. 




 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

A Lavandaria de Alvalade já não existe

Depois das grandes loas tecidas às capacidades de Marcel Keizer - por oposição às fracas qualidades de Peseiro, segundo alguns e, após um início de época titubeante, o holandês foi hoje despedido por Frederico Varandas. 

Era bom informar o universo leonino, dos sócios aos adeptos passando pelos dirigentes, que seria necessário que todos voltassem a assentar os pés bem em terra: o clube de alvalade continua a apresentar uma situação financeira miserável. 
Lá vão os tempos em que a 'lavandaria' de Alvalade, 'chefiada' por aquela espécie rara de nome Bruno de Carvalho, arranjava dinheiro para bons jogadores e treinadores. Tudo se foi. 
Se o próximo treinador conseguir no mesmo espaço de tempo o que Keizer conseguiu (uma taça da Liga e uma Taça de Portugal), deem-se por contentes. 


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Foi a mão do Vata que lixou o Tapie

😆Quem se lembra?!

Quarta-feira, 18 de Abril de 1990 e o Estádio da Luz à cunha para um jogo inesquecível do Benfica, em que a mão de Vata (que continua afirmando que o golo foi com o peito) qualificou o Benfica para a final da Taça dos Campeões europeus de 1990 frente ao AC Milan.

O Benfica tinha perdido em França por 2-1 no jogo da primeira mão. Bernard Tapie dominava os 'bastidores do futebol' da altura mas na Luz saiu-lhe o tiro pela culatra.

Em baixo, os jogos das meias finais, resumos/reportagens e a final frente ao AC Milan.

sábado, 24 de agosto de 2019

Jogo fraco com vitória dos menos fracos

Hoje, na Luz, deu mais FC Porto, vitória dos dragões (0-2) com inteira justiça. Tendo em conta a miséria que foi o jogo em termos de nota artística, os dragões foram mais eficazes, tacticamente estiveram quase perfeitos e, foi só esperar pelos erros dos encarnados. E foram tantos, desde passes errados, a erros nas marcações, enfim...o Benfica de hoje deixou muito a desejar. 
Parabéns ao FC Porto! 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

ALEGRETES MAS POBRETES



Algumas ideias sobre o Benfica-FC Porto de sábado, que os benfiquistas aguardam com uma ânsia e um otimismo como há muito não se via. Primeiro. Parece claro que o Benfica a jogar em casa parte favorito, sobretudo se o FCP entrar como na época passada: frio, encolhido, sem capacidade para (pelo menos) tentar discutir o mando do jogo, como tantas e tantas vezes conseguiu na nova Luz.

Bruno Lage vive em estado de graça e muito tem feito por isso, já que apresenta números verdadeiramente excecionais no campeonato. Com 20 vitórias e um empate em 21 jogos e um parcial de 79-16 em golos (!!!), o homem que tem a televisão quase sempre sintonizada no Canal Panda vai passeando pela Liga a uma média de 3,76 golos por jogo, quase fazendo parecer uma brincadeira de crianças a estatística de treinadores como Vitória, Jesus, Trapattoni, Fernando Santos, Toni, Eriksson e Mortimore. 

A massa adepta encarnada vê um FC Porto titubeante, não formatado, ainda à procura de encontrar um onze e uma ideia sólida de jogo, e faz contas - muito legitimamente - a uma vitória que deixaria o maior rival a seis pontos logo à terceira jornada - uma distância de forma alguma irreversível (basta lembrar o que sucedeu na época passada), mas considerável num campeonato tão macrocéfalo como o nosso. 

Os adeptos do Porto, ainda inconsoláveis com a inenarrável eliminação da Champions às mãos do minorca russo Krasnodar - minorca quando comparado à dimensão europeia do FCP -, têm naturalmente alguns motivos para encararem o clássico com alguma apreensão - o Benfica tem golo que nunca mais acaba, um fio de jogo muito mais consolidado e um treinador aparentemente muito seguro e racional, pouco dado a estados de alma e montanhas russas emocionais. 

Mas também há um ou outro aspeto que os portistas não se esquecerão de invocar a seu favor. Um deles tem a ver com o próprio local do jogo e o bom astral do FCP ali - lembro que próprio Sérgio Conceição, antes de perder com Lage no Dragão (1-2), já tinha ganho um campeonato na Luz (cortesia de Herrera) no último minuto do jogo. 

De facto, o segundo estádio da Luz, ao contrário do antigo, tem sido território propicio aos dragões, que ali têm ganho mais vezes que perdido (6 vitórias e 6 empates contra apenas 4 derrotas em 16 visitas desde fevereiro de 2004). É evidente que a história e a estatística não marcam golos, que cada clássico começa do zero e que, neste momento, os dados são bem mais favoráveis aos campeões. 

Mas perguntem aos adeptos benfiquistas que tipo de recordações guardam dos jogos com o FCP na nova Luz… Um último aspeto, ainda sob o efeito do falhanço portista na qualificação para a Champions, uma péssima noticia para o futebol português que ainda há pouco tempo viu o Benfica, na condição de cabeça de série, completar uma fase de grupos da Champions só com derrotas. 

Estamos a perder músculo e competitividade no contexto europeu; e estamos a perder argumentos para podermos continuar a atrair jogadores com potencial dispostos a fazerem do inexistente [em termos internacionais] campeonato português uma ponte aceitável para as ligas de topo. Pensem nisto. Há seis anos e meio (janeiro 2013), o Benfica, treinado por Jorge Jesus, recebeu o FC Porto de Vítor Pereira na Luz. Foi um jogo fantástico, hiper emotivo, com futebol e artistas de primeiríssima água: empataram 2-2 com os quatro golos a surgirem nos primeiros 17 minutos. Anotem as linhas. 

Benfica: Artur; Maxi, Garay, Jardel e Melgarejo; Matic; Salvio, Enzo Pérez e Gaitán; Lima e Cardozo (ainda jogou Aimar). 

FC Porto: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando; Defour, Lucho Gonzalez e João Moutinho; Varela e Jackson Martinez (Izmailov ainda jogou). 

Não vou fazer comparações. As coisas são o que são. Apenas sugiro um exercício teórico: quantos dos participantes no próximo Benfica-FC Porto teriam lugar numa grande equipa europeia? 

Só vejo um a entrar de caras: Alex Telles. Com muito boa vontade, talvez Danilo e Grimaldo. 
Os outros, quantos deles endeusados por aqui!, pura e simplesmente não cabem. Façam o exercício tendo em mente as melhores equipas dos big five. É triste mas é assim. Alegretes mas cada vez mais pobretes. 
Artigo de André Pipa no Jornal «A Bola»

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Clássicos Benfica - FC Porto na década de 90

Aproximando-se mais um Benfica - FC Porto, nada como recordar alguns clássicos da década de 90, onde o FC Porto conseguiu a hegemonia do futebol português a todos os níveis, comparada por alguns, com a actual hegemonia do Benfica, em todos os aspectos. 

No início dos anos 90, o equilíbrio em conquistas de campeonatos entre Benfica e FC Porto ainda foi uma constante, mas, posteriormente, foi a queda dos encarnados, tanto financeira como desportiva. Vale e Azevedo foi quem fechou a década com piores resultados a todos os níveis.
A crise no Benfica estava para durar e o FC Porto fez o que lhe competia - foi mais forte, com melhores treinadores, melhores jogadores, melhores equipas e melhor estrutura fora das 4 linhas, sendo que, neste aspecto, havia mecanismos reprováveis para quem gosta de futebol. 

Em baixo, alguns desses jogos na antiga Luz.

No segundo vídeo um jogo que ficou na memória de todos nós, quando Bobby Robson justificou a derrota do FC Porto por causa do 'destempero' de Fernando Couto, que acabou expulso.
Disse o treinador inglês: Benfica 2 Fernando Couto 0. Como poderão verificar, os cotovelos já eram uma constante nas disputas de lances pelo ar. Mozer e Fernando Couto 'passavam a vida picados um com o outro'.
Nos restantes vídeos, mais alguns clássicos para o campeonato disputados na antiga Luz na década em questão.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Oh Chico, vai dar banho ao cão!

Ohhh tristeza, tantas horas depois nem era necessário esta figurinha vir confirmar tal situação. Confesso, esta situação leva-me às lágrimas. 


Uma estrutura podre, a caminho do abismo...a deste FC Porto e em que, quem cuspiu para o ar levou com o cuspo. 



Francisco J. Marques confirma discussão entre Danilo e Conceição e fala num «jantar diferente» 
Diretor de comunicação do FC Porto desvaloriza o sucedido durante o repasto, que diz ter um regime "mais solto", e sublinha que tudo ficou sanado.

domingo, 21 de julho de 2019

Da série: os troca tintas!



Contrariamente ao que tenho ouvido imensos comentadores dizer, que André Villa-Boas com as suas declarações sobre o FC Porto mais não fez do que reproduzir aquilo que é a cultura portista, acho que o actual técnico do Marselha limitou-se a ser, sobretudo, ele próprio - um troca tintas que não sabe o que quer da vida. 


Ainda bem que tem os bolsos cheios e não precisa de uma carreira no futebol, sempre dá para ir mandando umas bordoadas e a malta a rir-se.

sábado, 20 de julho de 2019

Por falar em Pontapés no cú

Jesus, um nome cronológica e hierarquicamente superior aquele que se senta na cadeira de pedro, com a autoridade que a liderança da 'nação' - quase lhe chamaria religião - flamenguista lhe confere, resolveu vir a terreiro e enfrentar os adeptos. 

JJ tem uma árdua tarefa para fazer esquecer a eliminação do Flamengo da Copa do Brasil e lançá-lo rumo ao pódio no Brasileirão e, não só. Ou começa a 'arrepiar' caminho, ou o percurso no Brasil vai ser curto. 

Acredito que o treinador do Flamengo seja um autêntico mestre da táctica, pesem as opiniões contrárias que outros muito mais habilitados do que eu possam ter sobre o assunto, mas isto do futebol, só conta é com elas (bolas) lá dentro (da baliza) e marcando mais que o adversário. 


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Quanto vale um guarda-redes?





A indefinição sobre os donos da baliza dos três grandes (sim, Renan Ribeiro também justifica a palavra indefinição, caso o Sporting queira bater-se pelo título) suscita uma interessante reflexão: por que são tão caros os jogadores que prometem golos e tão mais baratos os que garantem evitá-los? Até os defesas-centrais da moda estão valorizados muito acima dos melhores guarda-redes do Mundo. É estranho. 
O Benfica dá, sem pestanejar, 20 milhões por um avançado com pinta, mas que ainda mostrou muito pouco. Porém, para contratar um bom guardião, discute ao cêntimo a posse de metade do passe. Idem se passa no FC Porto. No Sporting, o dono da baliza não é tema, mas deveria ser. Contabilizado todo um campeonato, um bom guarda-redes evita objetivamente mais golos do que aqueles que o melhor ponta-de-lança marca. 
Em qualquer clube grande, o dono da baliza tende para ser a peça maldita. Os adeptos recordam muito mais os poucos frangos que lhes doem do que as defesas impossíveis que os aliviam. Ao contrário, aos avançados, só recriminamos golos falhados de baliza aberta em jogos decisivos. Até já na intensidade dos penalties estamos a passar o ónus da falha para os pobres deserdados da sorte que colocam ambos os pés na linha de baliza. Concluindo este tema: é uma visão de gestão oblíqua esta que dita o valor dos guarda-redes. Quem defende a baliza deve ter valor idêntico aos que se colocam na área com a missão de marcar golos. E nem sequer a lei da oferta e da procura vale para os que ditam estas regras ao mercado. Há menos guarda-redes sobredotados do que profícuos pontas-de-lança. No domínio da avaliação da relevância dos guarda-redes, parece que quem dita os valores de mercado não percebe nada de futebol.
Cândida Vilar é uma Procuradora da República com vasta experiência e conhecimento. Tem sido insultada por advogados impreparados para a dignidade da função. Como se agora o tribunal fosse uma extensão das cabeceiras dos estádios onde se propaga a violência das claques. A justiça terá medo das hordas ululantes? No ataque a Alcochete, não. Nos restantes casos, vá lá saber-se. Já há muito tempo, decidiu a Procuradoria-Geral da República criar uma equipa especial para investigar os crimes no futebol. Há demasiado tempo, nada se sabe das investigações promovidas por esta ‘equipa especial’. Mantenhamos a esperança de que o trabalho desconhecido destes procuradores e inspetores possa melhorar o ambiente que rodeia o futebol. Como a coragem e saber de Cândida Vilar conseguiram num caso concreto. daqui.

"Especial Dia da Reconquista do Benfica"

Aqui vos deixo um vídeo que por acaso me tinha passado ao lado. Uma reportagem acompanhando o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira.  ...