sábado, 16 de junho de 2018

O resultado foi bom!



Para alguma 'malta', ontem, parece que não jogamos contra à forte selecção espanhola, mas sim, contra o Bangladesh. 
Enfim...há que ter olhos na testa e admitir que fizemos o jogo possível contra uma selecção que é mais forte do que nós, mas não tem um CR7. 


No nosso 11 inicial de ontem, estiveram 10 bons jogadores mais 1 de outro mundo. E, ainda bem que o temos! 

Espero estar enganado e que consigamos mesmo ir mais longe do que a fase de grupos ou 1/8 de final. 


Quarta-feira, temos mais um jogo muito difícil, esta selecção de Marrocos não é pera doce, só um Portugal muito forte os poderá levar de vencida.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Portugal - Jogamos Todos! (Mundial 2018)

LOPETEGUI FORA DO MUNDIAL



Federação anuncia que destituiu o técnico. Uma Bomba no país vizinho a dois dias da estreia no mundial.
 
 Alguns dirão - um erro que pode destabilizar os jogadores.
 
Na minha opinião - já devia ter sido ontem!
 
El presidente de la Real Federacion Española de Futbol tiene unos 'grandes cojones'!

terça-feira, 12 de junho de 2018

Tal labrego...



Afinal, nesta vida, é possível acontecer de tudo. Alguém me explique de uma vez por todas, como é que esta criatura chegou, primeiro, a treinador do FC Porto, depois, a seleccionador da Espanha e, agora, a treinador do Real Madrid?! 

Quem é que andou e anda a 'lucrar' com estes negócios?! 

Na minha opinião, este gajo,  'paga umas boas fatias' dos contratos que vai fazendo aos 'intrusos da bola'. Não é só à base de bons empresários que se vai tão longe sem sucesso que se veja por trás.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

«Os vouchers deram bola»


UEFA REJEITA RECURSO DO SPORTING E CONFIRMA QUE 'VOUCHERS' NÃO SÃO CRIME

Benfica emite comunicado e congratula-se com decisão sobre caso

O Benfica anunciou esta quarta-feira que o Comité de Apelo da UEFA rejeitou o recurso do Sporting após a decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA, validando a legalidade dos 'vouchers'.

Leia o comunicado na integra:
Após audiência disciplinar realizada no dia de ontem, em Nyon, na Suíça, o Comité de Apelo da UEFA veio rejeitar o recurso interposto pelo Sporting Clube de Portugal contra a decisão do Comité de Controlo, Ética e Disciplina da UEFA de não instaurar qualquer processo disciplinar ao Sport Lisboa e Benfica na sequência da denúncia efetuada por aquele clube relativamente ao denominado processo "Kit Eusébio/Vouchers".

Esta decisão confirma também aquela que foi proferida a 21 de novembro de 2016 pelo Inspetor Disciplinar e Ético da UEFA.

Estamos, pois, perante a terceira e última decisão da UEFA, rejeitando definitivamente a participação disciplinar do SCP sobre este tema.

O Comité de Apelo da UEFA vem, assim, corroborar também todas as anteriores decisões tomadas pelas diversas instâncias desportivas nacionais (Comissão de Instrutores da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol e Tribunal Arbitral do Desporto).
notícia daqui
título da minha responsabilidade

terça-feira, 5 de junho de 2018

MENSAGEM A QUEM AINDA AMPARA BDC



Na sua crónica de hoje, no jornal record, Bruno Prata diz o que muitos pensam mas não querem admitir em relação ao estado actual do Sporting Clube de Portugal.
Vale a pena ler com atenção.
 

LUDOPÉDIO

Confirma-se que é muito mais fácil convencer Tony Carreira de que o plágio é uma contrafação ilegítima do que persuadir Bruno de Carvalho (BdC) a largar o cadeirão de Alvalade – algemar-se-á a ele, se for preciso. Desde logo porque BdC nunca irá perceber que o poder já degenerou em tirania quando deixa de respeitar as regras mais elementares da democracia e dirige a sua mira apenas para o bem pessoal de quem o exerce. Já se sabe que, tal como na política, no futebol é sempre difícil distinguir os homens capazes dos homens capazes de tudo. Mas, mesmo assim, é cada vez mais misterioso que uma parte importante dos sorumbáticos apoiantes que teimam em manter-se do lado de BdC não tenham ainda fisgado que até a bateria do meu telemóvel dura mais tempo do que que os verbosos comprometimentos do presidente do Sporting. E ainda mais indecifrável é que esses resistentes não vejam que estão a dar suporte a algo tão peçonhento e autodestrutivo. Como é possível que não percebem sequer que BdC está tão obcecado e precisa tanto de se manter na presidência que, se for preciso, não hesitará em levar com ele o Sporting para o fundo do poço? Para BdC, o Sporting é um mundo em que os príncipes e as princesas podem, a qualquer momento, ser transformados em sapos ou abóboras, ou vice-versa. E, para ele, o trabalho de equipa é apenas a garantia de que, se algo der para o torto, tem sempre alguém a quem atribuir as culpas.
Recorrendo apenas à memória, recordo-me de um presidente do Sporting que conseguiu, em cerca de quatro meses, arrasar animicamente uma equipa competitiva e ambiciosa. E que conseguiu minar e zangar-se com o treinador, cenário que repete pela terceira vez desde que foi eleito. E que dizer das suas mensagens desvairadas no Facebook e das entrevistas alucinadas, que pareceram ser escritas e dadas cirurgicamente nos momentos mais inoportunos (designadamente na véspera de jogos importantes)? Alguém tem dúvidas de que desestabilizaram o balneário e concorreram para acirrar ainda mais os ânimos junto de alguns membros da claque e de outros adeptos mais suscetíveis, como se viu no episódio em que Patrício teve de fugir da baliza para não ser atingido pelas tochas? BdC conseguiu ainda ser desmentido pela Procuradoria Geral da República e por uma associação de polícias (quando procurava convencer-nos de que já havia relatórios daquelas duas entidades a inocentá-lo da autoria moral da vergonhosa e não menos criminosa invasão a Alcochete). Viu ainda o Sporting envolvido na "Cashball", investigação policial relativa à possível viciação de resultados no andebol e no futebol (e não apenas uma notícia do Correio da Manhã, como BdC nos tenta vender). Em resultado disso, aquele que era visto como braço direito do presidente foi constituído arguido, continuando por explicar os milhares de euros encontrados no seu armário que indiciam a possibilidade da existência de um "saco azul" para atividades, digamos, "extracurriculares". Num estalar de dedos, evaporou-se a superioridade moral que, nesta área, o Sporting sempre pôde ostentar. Seguiram-se as demissões de dirigentes em catadupa nos diversos órgãos, só restando hoje aquele círculo restrito do conselho diretivo, que tem o condão de ser bem remunerado e ficará para a história como corresponsável pelo maior ataque alguma vez feito à honra do Sporting. Porque não pode haver outra leitura para uma direção e uma administração que parecem ter rasgado os estatutos do clube e não respeitam o presidente da AG nem os mais de quatro mil sócios que exigem votar a destituição da direção – sendo que, na SAD, o maior acionista individual pede a destituição de uma administração acusada de violação dos seus deveres, de desviar dinheiro para o clube e de desvalorização dos ativos. Finalmente (e após mais um episódio em que ficou evidente por que razão para um artificioso vale sempre mais uma carta na manga do que um baralho inteiro sobre a mesa), dois futebolistas rescindiram os seus contratos, um deles Rui Patrício, que levava 17 anos em Alvalade e já fez mais pelo Sporting do que o presidente e todos os seus capatazes alguma vez farão. E há a possibilidade de outros tomarem a mesma atitude, o que pode ameaçar de insolvência uma SAD que ainda não conseguiu garantir o empréstimo obrigacionista de que parece depender até a gestão corrente – o que desmente boa parte dos elogios a uma gestão financeira que já antecipou muitos milhões de receitas televisivas futuras.
Quem continua a fechar os olhos a tudo isto não está apenas a dar suporte a um BdC que parece nutrir-se da bagunça e anarquia que ele próprio foi criando. Está a sustentar um presidente que se confunde com um kamikaze e a alinhar numa trágico-comédia demasiado perigosa.


O aliado duplamente útil

Mais do que deixarem-se intoxicar nas infindáveis sessões de esclarecimento de Bruno de Carvalho (que mais não são do que comícios propagandísticos à boa moda sul-americana e cuja logística é, quase de certeza, paga pelo próprio clube, no que parece ser um despautério enorme), os adeptos do Sporting deviam forçar-se por perceber, por exemplo, por que razão o FC Porto raramente critica o Sporting e o seu presidente Bruno de Carvalho. E esta perceção é ainda mais nítida quando se observa boa parte dos comentadores televisivos ligados aos portistas, que se destacam pela forma, mais ou menos evidente, como fazem a defesa do presidente leonino, como se lhes desse muito jeito a sua manutenção no poder. A explicação é muito simples: para o FC Porto, o Sporting é visto como um aliado duplamente útil. É o correligionário que ajuda nos ataques ao Benfica (que, de facto, não consegue justificar suficientemente as injuridicidades de que é acusado…), designadamente quando o FC Porto quer atirar a pedra e esconder a mão. E é também o prosélito que dificilmente incomodará desportivamente. Ou melhor, mesmo que pareça em condições de o fazer em determinados momentos e circunstâncias, há sempre a garantia de que Bruno de Carvalho pode mudar de discurso, mas nunca mudará de caráter e não resistirá a dar um tiro no próprio pé nos momentos mais determinantes. Ou seja, é uma aliança em que o FC Porto parece sair sempre a ganhar…

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sob suspeita

Em baixo, mais um programa da CMTV sobre todo o lamaçal em que se encontra o futebol português. Um painel diferente com adeptos do Sporting e do Benfica.


 

«Estórias da bola»

domingo, 3 de junho de 2018

As rescisões no Sporting

Foi assim que se analisou na sic as rescisões conhecidas até agora no Sporting. 

Não está nada fácil para quem verdadeiramente gosta do Sporting e encara o futebol sem clubite e fanatismo. Aos outros, só apetece dizer - tem o que merecem! 


Não percam isto...

Quem gosta verdadeiramente de futebol e de 'estórias' ligadas ao mesmo, não perca estes excelentes programas da Sporttv - o Bar Sporttv. 


Em baixo, um dos programas com 'estórias de ir às lágrimas'. 
Ver mais aqui.




sábado, 2 de junho de 2018

«O pinta rodapés quer saltar fora»



Num momento em que o Sporting vive um dos piores momentos da sua história, o conhecido e polémico director de comunicação do Sporting entra de férias. 
Claro que todos temos direito a férias, mas há atitudes que dizem muito de certos e determinados indivíduos. 

Não é muito difícil perceber esta decisão, o conhecido 'pinta rodapés' está ver o barco afundar e vai-se preparar para saltar fora.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

«A compra de jogadores adversários, parte II»



No passado dia 18 de Maio, escrevi aqui que não era só o Sporting o suspeito 'na compra de jogadores adversários'.
 
Hoje, digo - não é só o Sporting e o Benfica os suspeitos, há muitos mais. O lamaçal em que está o futebol português necessita de uma limpeza urgente.
 
 

Tal como no outro post, acabo da mesma maneira:
 
Até lá, entretenham-se com a clubite e com aquela máxima que o pessoal do meu clube é que é bom e sério e os outros é que são corruptos. 

Aconselho aos arautos da verdade desportiva, umas pipocas como companhia, porque o 'defeso' vai-nos voltar a surpreender.

 
 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bendita sois vós entre as mulheres

19 jogadores do Sporting contam tudo sobre o ataque a Alcochete (e como Palhinha protegeu Montero)

nota: este artigo contém linguagem que pode ofender a sensibilidade dos leitores, mas é mantida no artigo tal como surge nos autos da GNR de forma a que se entenda na plenitude a violência a que foram sujeitos os elementos do Sporting Clube de Portugal alvo de ameaças e agressões
A Tribuna Expresso teve acesso a mais de 20 testemunhos de elementos do Sporting prestados no Comando Territorial de Setúbal na noite de 15 maio, horas depois do ataque do grupo de encapuzados a Alcochete. Jogadores, fisioterapeutas, um scout e um preparador físico traçam um cenário de terror que começou pouco antes das 17h e terminou minutos depois - mas que deixou um rasto de violência física e de abusos verbais que levaram os "depoentes" a estados de "choque" e a "temer pela vida".
Este é um relato de socos, pontapés, estaladas, um garrafão de 25 litros de água, cintos, empurrões, tochas, queimaduras , ameaças, cacifos, caras tapadas e descobertas, algum sangue, alvos definidos - e de uma ideia comum: a de que aquele grupo sabia por onde entrar e aonde se dirigir e atuou "em bloco", "com alguma organização", agiu "premeditadamente" e bloqueou a saída enquanto espalhou o medo.

Bas Dost (jogador)

O holandês refere que primeiro passaram dois grupos de homens por ele (um composto por dois, outro por seis indivíduos) sem que nada acontecesse. Posteriormente, um homem encapuzado deu-lhe com um cinto na cabeça que "o fez cair no chão", onde continuou a ser agredido pelo mesmo agressor e por outro que lhe fez companhia. Bas Dost confessou ter "ficado em estado de choque".

Acuña (jogador)

O argentino refere que o grupo tentou fechar a porta do balneário aos invasores, mas que tal não foi possível dado o número destes últimos, "cerca de 50 elementos que trajavam roupas escuras e alusivas ao Sporting Clube de Portugal, todos de cara tapada, que rapidamente forçaram a entrada no balneário". Acuña confessou que "sobre ele caíram cerca de 5/6 meliantes que o agrediram fisicamente com murros na zona da cabeça e corpo". O sul-americano disse também que os "meliantes o ameaçaram", dizendo que sabiam onde morava e que devia ter cuidado.

William (jogador)

O médio, tal como todos os outros futebolistas, encontrava-se no balneário a trocar de equipamento para o treino no relvado quando os invasores irromperam nas instalações. "Foram lançadas várias tochas de fumo, ouviu gritos." William garante ter sido "agredido por três indivíduos com socos na zona do peito". No final do testemunho, William afirma que "teve conhecimento pelo seu colega de nome Rui Patrício que já existiram situações passadas de ameaças de adeptos aos jogadores da equipa".

Battaglia (jogador)

O argentino declarou ter visto os "indivíduos irromperem pelo balneário [...] a perguntar onde estava o Battaglia". "Quando o visualizaram, dirigiram-se à sua pessoa cerca de cinco a seis indivíduos que o ofenderam verbalmente, ameaçaram-no de morte". Enquanto era insultado, Battaglia foi agredido com "murros na face, ombro direito e tronco e ainda, enquanto estava a tentar proteger-se, foi atingido na cintura e costas com um garrafão de 25 litros de água que lhe provocou fortes dores".

Misic (jogador)

O médio foi agredido com um cinto na cabeça por um indivíduo corpulento de 1,80 metros.

Bruno César (jogador)

O brasileiro subiu a uma maqueira e, ao espreitar pela janela do balneário, viu um grupo de indivíduos de cara tapada e com cores do Sporting. Não foi agredido, mas viu William e Battaglia a serem agredidos com socos e bofetadas; quando tentou socorrer os colegas, foi ameaçado de morte. Segundo Bruno César, "o grupo atuou sempre em bloco, com alguma organização, presumindo que tais atos foram premeditados, barrando claramente a tentativa de fuga dos atletas para o exterior".

Freddy Montero (jogador)

O colombiano diz que "os indivúdos forçaram a entrada no balneário ao mesmo tempo, dispersaram-se do mesmo, arremessaram vários artigos pirotécnicos, entre os quais bombas de fumo e tochas". Montero recorda-se de ouvir "onde está o Acuña e o Battaglia?", entre insultos. Depois, Montero foi agredido com duas estaladas e garantiu que teria sido "mais agredido" se Palhinha não se tivesse agarrado a ele, para o proteger.

Fábio Coentrão (jogador)

O defesa garantiu que não foi agredido mas viu os seus colegas serem alvo de agressões. Temeu pela vida perante o grupo de agressores, que atuou sempre "em bloco, com uma certa orientação e organização, presumindo que tais atos foram premeditados". Fábio diz ainda temer "pela continuação de tais atos ou até de maior grau de violência".

Palhinha (jogador)

O jovem médio descreve os acontecimentos de forma semelhante aos seus colegas: espreitou pela janela e "viu um grupo de cerca de 20 a 30 indivíduos invasores entrarem a atirar tochas a arder, a revoltar o balneário, a ameaçar e a agredir alguns colegas, nomeadamente Battaglia, William, Acuña e Montero".

Ristovski (jogador)

O defesa viu Acuña e outros colegas a serem agredidos violentamente e sentiu-se aterrorizado e impotente para reagir perante o que se estava a passar. Ristovski disse ainda "sentir receio que esta situação se volte a repetir, quer no seu local de trabalho quer na sua vida particular, sentindo-se assim condicionado na sua vida por este medo".

Rúben Ribeiro (jogador)

O médio contratado em janeiro ao Rio Ave disse ter sido avisado por André Pinto que vinham ali "uns mascarilhas". Rúben "viu então o segurança da Academia de nome Ricardo tentar fechar a porta, tentando ainda opor-se à entrada dos suspeitos, não conseguindo em virtude de ser empurrado". O português assistiu às agressões a Acuña e ouviu ameaças como esta: "Se não ganham a Taça estão fodidos". Disse também ter ouvido alguém a dizer no exterior "vamos embora, vamos embora", tendo os agressores saído do local, não sem antes alguém arremessar uma tocha para dentro do balneário.

Piccini (jogador)

O defesa estava em tratamento no departamento médico quando ouviu "bastante barulho" junto ao balneário. Viu as agressões a Battaglia e a William Carvalho, sentiu medo e pânico, mas não foi agredido

Salin (jogador)

O guarda-redes diz que o grupo de invasores entrou agressivamente no balneário (vestiam de preto, cara tapada) lançando tochas de fumo, gritando e ameaçando William e Rui Patrício: "Tira essa camisola, vamos foder-te! Há tempo que queres ir embora, tira essa camisola, não te queremos mais aqui". Salin não foi agredido e tentou evitar "agressões a William e a Rui Patrício". Salin temeu "pela sua própria vida".

Doumbia (jogador)

O avançado da Costa do Marfim garante que os invasores procuravam William Carvalho e Rodrigo Battaglia, que o ameaçaram e que lançaram vários engenhos pirotécnicos, "provocando um intenso cheiro a queimado e uma insuportável nuvem de fumo no edifício, deflagrando o alarme de incêndio no balneário, provocando o pânico entre os presentes". Sentiu-se aterrorizado e impotente.

Gelson (jogador)

O extremo português estava a conversar com Acuña quando ouviu gritos vindos do exterior. Pouco depois, os invasores entraram e agrediram Acuña "com as palmas das mãos abertas". "Foi perceptível verificar um indivíduo com um cinto na mão direita, sendo que a parte da fivela se encontrava em efeito de pêndulo, para aquando de um movimento brusco a mesma efetuar um efeito de chicote". Gelson temeu pela vida e diz que os agressores estavam "direcionados para os atletas Acuña, Rui Patrício, William e Battaglia".

Bruno Fernandes (jogador)

O médio ofensivo estava ao lado de William e foi empurrado pelos invasores, tendo sido "cercado por vários indivíduos" e depois "agredido com chapadas". "Seguidamente, viu Battaglia, Acuña e Rui Patrício a serem também cercados e agredidos por vários indivíduos."

Petrovic (jogador)

O sérvio foi agredido com um "murro nas costelas".

Podence (jogador)

O português descreve que o segurança da Academia tentou suster o avanço dos invasores com outros elementos do Sporting. Depois, uma vez lá dentro, os agressores começaram a agredir quem apareceu pela frente, sendo que William se levantou para tentar acalmar os ânimos. "Nesse mesmo instante, William foi rodeado por três ou quatro indivíduos. Viu ainda Misic ser agredido com um cinto na face." Podence garante que Acuña e Battaglia estavam sinalizados pelo grupo que invadiu Alcochete - foram socados e pontapeados.

Lumor (jogador)

O futebolista ouviu gritos vindos do exterior e "apercebeu-se que começaram a entrar vários indivíduos com o rosto coberto por máscaras e camisolas impedindo assim que fossem reconhecidos" . Lumor não foi agredido, viu "alguns dos seus companheiros a serem agredidos pelos indivíduos que se encontravam no interior do balneário, tendo inclusivé implorado para que os mesmos parassem, mas sem sucesso".

Manuel Fernandes (funcionário do Sporting, ex-jogador)

Manuel Fernandes, um dos símbolos do Sporting, refere ter visto "30 indivíduos a dirigirem-se em corrida em direção ao balneário onde se encontrava a equipa de futebol do Sporting". Viu "vidros e portas partidas", objetos nas mãos dos invasores e no "interior do balneário" olhou para Bas Dost "a sangrar da cabeça, ostentando diversas marcas".

José António Laranjeira (scout)

O scout do Sporting viu "cintos" e "um objeto cilíndrico" nas mãos dos invasores, que traziam máscaras de esqui, cachecóis e refere que Jorge Jesus foi agredido por trás com um "murro na cara". Mais tarde, Laranjeira assistiu a uma conversa entre Jorge Jesus e William Carvalho com cinco dos invasores de cara descoberta, que terão dito: "Não era isto que pretendíamos, o nosso objetivo era falar com os atletas". O scout avança a hipótese de William conhecer os indivíduos "membros da claque Juve Leo". Além disso, os invasores "conheciam as instalações, bem como do interior do edifício que invadiram, pois estes dirigiram-se diretamente ao balneário".

Gonçalo José Fontes Aveiro (fisioterapeuta)



O fisioterapeuta viu um "indivíduo a atirar uma tocha acesa para o interior do balneário", embora não o tenha conseguido "reconhecer por estar de costas". Gonçalo diz ter "conhecimento de que vários jogadores sofreram lesões provenientes dos ataques de que foram vítimas".

Ludovico Marques (massagista)

O massagista Ludovico Marques, que serviria também de tradutor para Doumbia, ouviu rumores de que havia "adeptos encapuzados" na Academia, tendo ouvido depois insultos como "filhos da puta, joguem à bola". Segundo Ludovico, "20 ou 30 indivíduos de cara tapada" entraram no balneário, quatro deles a "dirigirem-se a Acuña, agredindo-o com socos e pontapés". Mais: disse que viu Acuña "encolher-se em posição de defesa, encostado ao cacifo". William Carvalho também foi "cercado no meio do balneário por cerca de cinco indivíduos que o agrediram com vários socos, pontapés e a ser agarrado na cabeça e nos braços". O "enfermeiro Carlos Mota [foi] agredido por um indivíduo com um murro nas costas". Por outro lado, Ludovico viu "dois indivíduos a arremessarem duas tochas acesas, tendo uma delas sido enviada contra os jogadores e outra foi colocada no caixote do lixe". Por fim, o massagista também alude aos insultos e às ameaças: "Vocês são uns filhos da puta. Cabrões. Montes de de merda. Estão fodidos! Vamos rebentar-vos a boca toda".

Mário Monteiro (preparador físico)

O preparador físico levou com uma tocha que lhe queimou o braço e a barriga. Depois, em conversa com Fernando Mendes, líder da Juve Leo que lhe confessou não se rever no que se tinha passado, mostrou-lhe as queimaduras.

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Inácio já tem tacho no Sporting



Augusto Inácio está de regresso ao Sporting depois de ter saído por imposição de Jorge Jesus. Inácio foi uma das maiores desilusões que tive no meio futebolístico. 

Cheguei a confessar no meu anterior blogue toda a minha admiração por ele. Fui avisado que estava equivocado com a figura, mas fiz orelhas moucas. 

Até que, descobri à minha custa que não passava de um individuo que só andava atrás de tacho sem olhar a meios para atingir os seus fins. 

Esta notícia de há minutos só vem confirmar isso mesmo - o gajo quer é tacho. Com tudo o que se está passando no Sporting, em que já ninguém com juízo acredita e apoia este presidente, o Inácio acredita! Enfim…, é aguardar pelo circo novamente.

A Festa de Pirlo

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mais Emails do Benfica



O Carlos Rodrigues Lima, esse jornalista expert em investigação, continua a fazer jornalismo de sarjeta quando recorre novamente ao blogue Mercado de Benfica para 'fazer' notícias sobre o Benfica. 


Imagine-se que, desta vez, sobre emails e pagamentos a certas e determinadas pessoas que trabalharam para o Benfica no tempo de João Vale e Azevedo. 

Mas isto será que não tem fim?!,...acho que está na altura da Justiça dar ao pedal para  a próxima época começar como deve ser.

O Play off de ontem à noite

domingo, 20 de maio de 2018

Parabéns ao Aves!...

...e também aos jogadores, equipa técnica e staff do Sporting presentes hoje no Jamor. 




Foi uma semana triste e traumática após o terrorismo da passada terça-feira em Alcochete. O aspecto mental continuou a ter repercussões nos jogadores leoninos no dia de hoje. 

O Aves foi mais eficaz e mereceu com inteira justiça levantar a Taça de Portugal. 
Resultado final: 2 - 1 para o Desportivo das Aves.

Não vamos longe



Com tanta notícia nos últimos dias, ainda não tinha tido oportunidade de comentar os jogadores escolhidos pelo nosso seleccionador campeão europeu (é sempre bom recordar) para o mundial da Rússia.
 
Subscrevo na integra todos os escolhidos, todos nós temos direito a gostar mais de uns ou de outros e acharmos que o A deveria ter ficado de fora e o B ter entrado na convocatória. Mas a malta esquece-se que estas escolhas são feitas tendo por base muitos critérios, alguns dos quais nem o público alguma vez saberá. E, só podem ir 23!
 
Como tal, estou de acordo com Fernando Santos e espero que tenhamos uma boa prestação e eu esteja enganado na minha convicção.
 
E ela esta: Não estou com 'feeling' que consigámos sequer passar a fase de grupos e se passarmos, é para cair logo a seguir.
 
Há aspectos no futebol que tem muita força e, apesar de sermos campeões europeus, ninguém já nos respeita em virtude da muita 'merda' em que o futebol português está metido.
 
Mais, a Espanha é um adversário difícil, mas Marrocos e Irão também vão dar muito 'trabalho' a esta selecção. Há excelentes jogadores nessas formações e estão muito bem orientadas pelas suas equipas técnicas.

sábado, 19 de maio de 2018

Isto dá que pensar

Em baixo, um excelente post na sua página do Facebook.

 

O FUTEBOL ERA UM DESPORTO DE «GENTLEMEN»

Quando era adolescente, cheguei a ir a alguns jogos integrado numa claque. Chamava-se "Torcida Verde". Era composta de rapazes bem comportados, incapazes de fazer mal a uma mosca, mas mesmo assim a minha ligação manteve-se algo distanciada. 

Era, reconheço, uma ligação egoísta da minha parte. Se ia com o grupo, era porque me dava acesso a bilhetes difíceis de obter de outra forma. 
Numa das deslocações, ao estádio do Rio Ave, assisti ao impensável: elementos de outra claque do meu clube, na ausência de uma claque adversária, resolveram meter-se com a Torcida Verde, essa claque que não fazia mal a uma mosca e, por isso mesmo, praticamente não contava para nada ou não merecia apoio. 

Alguns elementos da Juve Leo colocaram-se à frente do nosso grupo e começaram a fazer a saudação nazi. Quando o líder da Torcida os questionou sobre a atitude (que conotaria a Torcida com movimentos de extrema-direita), os outros jovens agigantaram-se para ele. Ficou claro que eles estavam à procura de violência. Fosse com quem fosse. 


Durante a minha infância e adolescência fui doido por futebol. Ser do Sporting era ser do clube em que o meu avô paterno tinha sido médico. Era ser do clube da faixa da taça das taças que o meu avô recebera e depois me passara, para eu emoldurar e pendurar na parede do meu quarto. Ser de um determinado clube era um orgulho ligado, em muito, a uma tradição familiar. 

Mas também foi nesse período que comecei a ver a outra face do futebol. Assisti ao início e ao agravamento da guerra Norte-Sul e em muitos Sporting-Porto tive de fugir, numa correria pelas arcadas do antigo estádio José Alvalade e pelas ruas adjacentes, às pedradas ou às cargas policiais ou aos grupos de claques que se queriam confrontar. 

Assisti também, ao vivo, à final da taça Benfica-Sporting em que um verylight matou uma pessoa e onde se encarniçou ainda mais uma rivalidade entre os dois clubes lisboetas que já deixara de ser desportiva. Assisti, sem ter consciência disso, à ascensão da doença da clubite e à politização do futebol. Assisti, dando mais conta disso, à transformação de um gosto pelo desporto, numa enxurrada de discursos separatistas e extremados, capazes de despertar raivas, acicatar ódios, gerar brutalidades. Aos poucos, percebi que o legado do meu avô não era aquele. 

Deixei de ir aos estádios, deixei de participar em conversas inflamadas sobre penaltis mal assinalados e golos anulados, praticamente deixei de ver jogos do campeonato nacional na televisão, e até acabei por ceder a faixa de campeão da taça das taças a um dos meus primos. 

Continuei a gostar de ver futebol, mas dediquei-me ao meu clube de bairro, aos jogos da seleção portuguesa, aos campeonatos do mundo e da europa. Os acontecimentos na Academia de Alcochete não surgiram do nada nem têm apenas um só culpado. 

Todas as pessoas que um dia gostaram de futebol e que, no meio da paixão cega pelo seu clube, contribuíram para à febre da clubite, também deviam fazer um exame de consciência. Enquanto outros países resolviam exemplarmente os seus problemas associados ao futebol (veja-se o hooliganismo da Liga Inglesa nos anos 80), em Portugal continuámos a promover divisões e ódios, num assobio para o ar que permitiu a proliferação de episódios violentos, de cânticos aberrantes, de discussões furibundas, de casos de corrupção, ao ponto de as televisões, a esfregarem as mãos de contentes, aumentarem o tempo de antena dos "debates" sobre futebol, de preferência com comentadores cada vez mais ferrenhos e desbocados. 

Eu tive a minha dose de culpa. Tentei expiá-la, afastando-me do mundo corruptor do futebol, capaz de incendiar até os espíritos mais esclarecidos, e procurando não dar mais nenhum contributo para os desvarios incontidos sempre que vinham à baila as rivalidades entre clubes. 

Agora tenho de voltar a esse mundo pantanoso para dizer que me sinto envergonhado e triste, mas também que me sinto revoltado por tudo o que o Estado não fez, por tudo o que os dirigentes continuaram a fazer, por todos os adeptos que pactuaram com comentários e discussões e cânticos que apenas serviram para aprofundar as guerras clubísticas que, neste país dito de brandos costumes, transformaram um jogo bonito e digno numa monstruosidade diária, seja nos canais "informativos", seja nos cafés, seja nos estádios e pavilhões. 

Desengane-se quem pense que isto nasceu agora. Desengane-se quem acha que isto é culpa do futebol e não da forma como as pessoas o vivem. Mas ainda bem que o meu avô, um gentleman que amava o seu Sporting, mas amava sobretudo o desporto, qualquer desporto, tal como amava as artes, qualquer arte, já não tem de assistir a certas barbaridades que conspurcam o que deveria ser uma festa, um convívio, uma diversão. Ambos virámos as costas a esta face negra do futebol português.