terça-feira, 5 de maio de 2020

GIOVANNI TRAPATTONI FEZ UM MILAGRE NO BENFICA



Aqui ficam algumas reportagens recordando Giovanni Trapattoni, um treinador que dispensa apresentações. Uma vida ligada ao futebol, primeiro, como jogador e mais tarde como treinador. 

É bom não esquecer que Trapattoni passou pelo Benfica numa fase complicada e, sem medo das palavras, posso afirmar que foi campeão com um plantel fraco. 

Eram poucos os jogadores desse plantel que faziam a diferença. 
Destaco alguns, como Quim, Moreira, Luisão, Petit, Zahovic, Geovanni, Nuno Assis, Simão, Mantorras e Nuno Gomes. 

Os restantes eram de baixa qualidade para uma equipa que se quer  campeã. Mas, foram!

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O BOAVISTÃO DO MANUEL JOSÉ

O 'Boavistão' do Manuel José jogava muito, um excelente trabalho deste grande treinador que merecia pessoalmente ter conquistado um campeonato português. 
Mesmo assim, é um dos treinadores portugueses com mais títulos conquistados - são 22 no total, em Portugal e no estrangeiro.

Mas o 'Manel' aceitava tudo, era um autêntico bombeiro em muitas equipas por onde passou. Polémico quanto baste, pagou caro ter enfrentado Pinto da Costa e o sistema instalado na altura no futebol português. 

Exemplo disso, foi o contrato assinado para selecionador nacional e nunca chegou a sê-lo na prática. O trabalho que fez no Boavista no inicio dos anos noventa (5 anos à frente dos axadrezados) foram os alicerces para o título conquistado em 2001. 

Em baixo, algumas vídeos com as proezas desse Boavista que se dispunha em campo num 'atrevido' sistema táctico de 3-4-3 e também uma deliciosa entrevista do amigo 'Manel' ao Tribuna Expresso.

 

MARCOU 90 GOLOS PELO SPORTING

Jorge Cadete foi um dos bons pontas de lança que passaram pelo futebol português e pelo Sporting em particular, não era uma achado tecnicamente mas ia a todas. A sua vontade superava as fragilidades técnicas.

 

sábado, 2 de maio de 2020

E ESTA, HEM?

OS DEUSES ESTÃO LOUCOS



Quando os três ‘grandes’ foram recebidos pelo Governo, com a presença do primeiro-ministro, percebeu-se que António Costa estava a dar um sinal de não querer hostilizar o futebol na sua dimensão mais visível e mediática e, não hostilizando o futebol, preparar o novo ciclo da sua carreira política, no pós-Covid-19.
Nunca, em nenhum momento, o Governo admitiu ir contra as pretensões dos três ‘grandes’ do futebol português, que cedo se manifestaram unidos no objectivo de verem o campeonato ser concluído. E, neste particular, nem a FPF (Fernando Gomes) nem a Liga (Pedro Proença) alguma vez orientaram as suas decisões no sentido da não conclusão da I Liga, pelo que o objectivo fundamental foi sempre terminar o que restava da época futebolística ao nível da competição principal, mesmo que isso significasse hipotecar todo o restante desporto de competição, no futebol e nas modalidades de pavilhão.

A questão sanitária passou a ter um peso relativo em todo o processo, a partir do momento em que Portugal teve êxito na primeira abordagem à pandemia.

Com a ameaça de estrangulamento de sectores vitais da economia e também com o cansaço social do isolamento, o Governo foi percebendo que poderia aliviar o estado de emergência e, em regime de calamidade, traçar um plano gradual de desconfinamento, no qual incluiu a retoma da elite do futebol profissional.

A gestão política passou a ter mais peso do que o controlo sanitário, uma vez que cientificamente também são observadas diversas saídas para o ataque à pandemia e quem decide são, em última análise, os políticos. E, nessa gestão política, em linha com os procedimentos anteriores à Covid-19, isto é, de não confrontação à cúpula da organização do Futebol, ficou sempre muito claro que, não existindo uma súbita mudança na capacidade de resposta dos hospitais e dos respectivos cuidados intensivos, tudo seria desenvolvido no sentido de ‘salvar’ a principal competição futebolística cá do burgo.

O eixo Lisboa-Porto - com a nomeação patrocinada pela FPF de Adalberto Campos Fernandes, a quem Marta Temido sucedeu na cúpula do Ministério da Saúde, e Henrique Barros, epidemiologista e coordenador do Conselho Nacional de Saúde - muito cedo tomou conta do processo.

O Minho, em palpos de aranha para não perder o comboio da frente, com um Sp. Braga estruturalmente mais forte e com um Vitória a fazer um esforço enorme para não descolar do top 5 e ambicionar a poder ter acesso no médio prazo a um bilhete de primeira classe, não contou para o totobola e mesmo o futebol insular, com uma especificidade muito própria, não teve direito sequer a uma aposta simples.

Aliás, o anúncio público de que a professora universitária e deputada socialista Cláudia Santos vai ocupar o lugar de José Manuel Meirim no Conselho de Disciplina da FPF, em acumulação de tarefas, o que deveria ser naturalmente evitado, até pela sensibilidade dos dossiês que aí vêm, é apenas um sinal das convergências entre o PS e a cúpula máxima do Futebol, protagonizada pelo híbrido-do-centralão Fernando Gomes.

Nenhuma surpresa na reacção do FC Porto à escolha de Fernando Gomes ter recaído em Cláudia Santos para a liderança do CD da FPF no novo mandato que aí vem, contextualizando-a numa dinâmica de "perpetuação do grotesco" e de exposição "ao ridículo".
O FC Porto a perceber que os ventos não estão a seu favor.

Regressando, então, aos ‘alcatruzes da nora’, entre política e desporto-rei, PS e Governo vêem, pois, no Futebol - na cúpula do Futebol - uma forma de retirar dividendos políticos, sobretudo quando se percebe que o líder da oposição, Rui Rio, se acha nos antípodas destas ligações e deste tipo de aproveitamentos.

O Benfica, neste momento, está a tirar partido das fragilidades evidenciadas pelo FC Porto (e pelo Sporting, pois claro), assim como o PS em relação ao PSD. Aliás, em muitos circuitos fora das galerias mediáticas, relaciona-se a inexpugnabilidade de Luís Filipe Vieira com o escudo protector levantado pelo aparelho político dominante.

Neste contexto, Pinto da Costa pode pouco e nem sequer tem a seu favor um cenário de jogo ou aproveitamento políticos, uma vez que nem para ‘jogar às damas’ o presidente do FC Porto se sentaria à frente de Rui Rio. E o FC Porto não só lidera o campeonato como está debaixo de um stress financeiro que não lhe dá para grandes tergiversações, a não ser aquelas que resultam das penálticas discussões, a possibilidade de chegar ao final da época como campeão nacional é o pouco que lhe resta para abafar o impacto da queda e as críticas que, nessa conjuntura, lhes seguiriam.

Esta decisão do Governo tem muito que se lhe diga e, em tempo de poucas certezas, com António Costa a sublinhar que não terá vergonha se for obrigado a dar dois passos atrás, é muito injusta para a globalidade dos anseios do ‘movimento associativo’; é altamente discriminatória (quem salva a II Liga?) e pouco respeitosa para a maioria dos clubes do quadro profissional e visa manter a ‘cúpula do futebol’ ligada à maquina e ao ventilador central das operadoras de telecomunicações.

E ninguém parece querer ver o essencial: estar parado é mau (defendi desde a primeira hora que a FIFA deveria responsabilizar-se pelo financiamento deste tempo de paragem, com fundos constituídos para o efeito), mas o reatamento produz altíssimos riscos não apenas no âmbito do super-complexo controlo sanitário, mas também em termos da salvaguarda da verdade desportiva.

O terreno está todo minado e rapidamente a primeira mina rebentará debaixo dos pés de alguém. Basta um teste positivo para poder colocar uma equipa em quarentena. Basta um resultado desportivo negativo do Benfica ou do FC Porto para uma discussão sem precedentes. E se a competição tiver de parar, novamente?

Os deuses devem estar loucos.
O problema é que a retoma da competição - nos termos em que se perfila - não vai salvar ninguém, a não ser que se tomem medidas estruturais de redimensionamento da indústria (global) do futebol.

DOIS JOGADORES IMPRESSIONATES

Dois ícones do FC Porto e dos seus adeptos, António Oliveira e Cubillas fizeram em três épocas juntos no FC Porto quase 100 golos. 

O SENHOR SHÉU DO BENFICA

Se há pessoa que eu sempre admirei no futebol português, essa pessoa é o Senhor Shéu Han. 

Além de ter sido um excelente futebolista, foi também um excelente dirigente. Um homem daqueles em que não se pode apontar nada de mal. Como futebolista já era de uma enorme fineza e como dirigente continuou assim. 

Em baixo, alguns vídeos, sendo que, o primeiro é uma recente entrevista. Os restantes, são a história de vida do enorme Shéu Han. Deixo também um post no final com mais detalhes sobre o mesmo.

Pertenceu aos quadros do Benfica durante 48 anos seguidos, sempre no activo, acualmente está mais na rectaguarda mas sempre junto do clube que sempre amou.  



Homenagem da CCPM – Shéu Han
“Um homem simples que durante 48 anos serviu o Benfica”
Toni, Veloso, Gaspar Ramos e Quim não poupam nas palavras elogiosas ao até este sábado diretor técnico das águias, que alcançou 46 troféus ao serviço dos encarnados. Conheça a história de Shéu neste perfil publicado em maio de 2017.
Foram 48 anos ao serviço do Benfica e, segundo Gaspar Ramos, o homem responsável por este período duradouro – Shéu Han – é “um achado”.
Este elemento da estrutura do Benfica, como team manager, que assumiu as funções de secretário técnico em 1989, logo quando deixou de jogar, pouco ou nada costuma dar nas vistas. A discrição é, passe o paradoxo, a sua característica mais visível, mas poucos se esquecem da maneira como festejou com Luisão no relvado da Luz após a obtenção do inédito tetracampeonato – “sinal da cumplicidade e do respeito do plantel personificado no capitão Luisão”, explica Toni. Ganhar não é uma palavra vã para Shéu, que, como jogador e elemento da estrutura, tem no currículo 17 campeonatos, onze Taças de Portugal, onze Supertaças e sete Taças da Liga, para não falar de cinco finais europeias, tendo apontado um golo diante do Anderlecht na final perdida para os belgas em 1983.

Nas meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus; FC Steaua Bucareste.
Pois bem, o antigo médio, nascido em Moçambique, mal chegou a Portugal, em 1970, cumpriu o que restava da sua formação e na Luz teve colegas ilustres como Eusébio, Simões, Toni, Vítor Baptista, entre outros. Quem o viu jogar lembra-se dos seus pés de veludo, da ordem que dava ao jogo da sua equipa e do sentido prático em cada intervenção. Com o seu rigor e profissionalismo chegou a capitão e quando se preparava para fazer a transição de jogador para treinador… foi surpreendido.
Queria ser treinador
“Foi o senhor Gaspar Ramos que o convidou, porque o conhecia e sabia que a sua personalidade refletia o que ele era como jogador: eficiência e rigor”, diz ao DN Toni, que foi colega de Shéu e depois ainda trabalhou com o agora operacional na condição de treinador.
“Ele era o capitão, um moço muito qualificado, e eu precisava de um secretário que fosse conhecedor e me ajudasse. Ele ficou surpreendido porque tinha a ideia de ser treinador, porque era um pensador, com um nível cultural acima da média na sua classe. E teria sido um bom treinador, mas ele pesou a estabilidade familiar e também não tinha uma ambição desmedida. Disse-me que ia pensar e depois aceitou. Foi uma ajuda espetacular no relacionamento com os jogadores, no controlo da cabina. Resolvia tudo, ninguém tinha de se preocupar quando as coisas estavam entregues ao Shéu, que nas situações mais complicadas fazia as pontes necessárias ao reequilíbrio da cabina. O Shéu foi um achado e, no dia em que sair, o Benfica terá não uma grande, mas uma enorme perda. Nenhum clube tem uma pessoa como o Shéu”, realça Gaspar Ramos.
De um ano para o outro, Shéu deixava de ser colega para fazer parte de um organigrama em que estava acima hierarquicamente dos seus antigos companheiros. Mas isso não foi um problema.
“Lembro-me bem da mudança e ele manteve a sua forma de ser. Olhávamos para ele com a mesma confiança, mas olhávamos noutra perspetiva e sem brincarmos tanto, e acho que ele apreciava isso”, refere Veloso, que tem uma frase curiosa para ilustrar o seu antigo colega. “O Shéu deve ser o único jogador de que não tenho histórias para contar porque ele sempre foi uma pessoa reservada. Não falava muito e estava sempre com muita atenção. Às vezes brincávamos e dizíamos “hoje há aqui uma pessoa que ainda não falou”, e ele ria-se. Mas quando era necessário falava, e bem. Nas brincadeiras de balneário ele não entrava, estava sempre alheio, mas chamava a atenção quando achava que ultrapassávamos um limite. O Shéu é fantástico e com os títulos todos que ganhou até merecia uma estátua”, sustenta Veloso.
Se Veloso conheceu as duas facetas de Shéu, o guarda-redes Quim, que esteve seis anos no Benfica, recorda o “senhor Shéu”. Os anos de intervalo são bastantes, mas os elogios não diferem muito.
“Ele fala pouco, mas quando fala todos se calam. As pessoas não fazem ideia, mas a importância da palavra dele é essencial para o rendimento do jogador. Os ensinamentos, a mística que nos transmite através das histórias e de dificuldades que passou. As pessoas veem-no como secretário técnico que só aparece quando vai ao quarto árbitro na altura da substituição, mas ninguém imagina a pessoa fabulosa que ele é, a sua importância, o respeito que os treinadores lhe têm devido ao seu passado. A simplicidade é o seu ponto mais forte”, descreve o guardião, ainda ao serviço do Desportivo das Aves.
Aliás, o desafio do DN foi perguntar aos quatro interlocutores se alguma vez tinham visto Shéu zangado e todos responderam negativamente mas com algumas ressalvas. “O Shéu para se zangar é preciso as coisas chegarem ao extremo. Para lá do jogador há o homem, e ele quando não está de acordo vinca as suas ideias até porque a paciência de chinês também se esgota”, salienta Toni, numa ideia complementada por Veloso: “Quando ele se zangava notava-se na expressão.” Já Gaspar Ramos, que o convenceu em 1980 a permanecer na Luz apesar de ter um convite do Sporting, é mais eloquente: “Aquilo que diz vem do coração, ele não tem inimigos, pessoas como o Shéu já não existem.”
Shéu Han despediu-se em julho de 2018, do cargo de secretário técnico, uma decisão que partiu do próprio, que a partir de agora irá assumir outras funções na Luz, que ainda não foram especificadas.
Foi como jogador que Shéu entrou na Luz em 1970 e passaram 48 anos, durante os quais foi capitão, treinador e elemento do staff do futebol encarnado.
No momento de deixar o cargo, Shéu foi homenageado no balneário dos encarnados, com o diretor desportivo Rui Costa a agradecer “tudo aquilo” que deu à equipa ao longo dos últimos anos. O capitão Luisão também usou da palavra, com emoção: “Penso em mística, eu penso em tudo o que o senhor fez por nós. O senhor faz parte dessa história do Benfica.”daqui


 

sexta-feira, 1 de maio de 2020

LINDO PAR

PRESIDENTE DO BENFICA E AMIGO INTIMO DE PINTO DA COSTA

Em baixo, mais uns vídeos sobre um documentário sobre um presidente que marcou o futebol português e o Benfica em particular - Fernando Martins.

Foi ele quem descobriu Eriksson e foi ele o pai do 3º anel da antiga Luz. Foi necessário vender Chalana na altura, mas os benfiquistas perdoaram. O que alguns benfiquistas (os mais fanáticos) não lhe perdoaram foi a amizade até á morte com Pinto da Costa. Terá lhe custado um acto eleitoral perdido para João Santos. 

Mas Fernando Martins era assim, pensava pela sua própria cabeça. Foi um empresário de enorme sucesso, conhecido por ser dono do Hotel Altis, onde o FC Porto sempre pernoitou e continua a pernoitar nas suas deslocações ao sul.

 

A HISTÓRIA DOS 7-1

Em baixo, um documentário e um resumo sobre a maior goleada imposta pelo Sporting ao Benfica, os 7-1. Foi a 14 de Dezembro de 1986 (época desportiva 1986/1987) e em que o Benfica conseguiu no seu final a ambicionada dobradinha. Uma nódoa numa época bem conseguida pelos encarnados ao comando de John Mortimore, que viria a ser despedido após a final da Taça de Portugal, precisamente frente ao Sporting numa vitória por 2-1 em pleno Jamor. 

O treinador do Sporting era Manuel José que, no final do ano civil de 1986 deve ter confidenciado com os seus botões que tinha sido um ano atípico. Em Março de 1986 perde por 5-0 na Luz para os 1/4 final da Taça de Portugal e nove meses depois vingava-se com os 7-1. 

PINTO DA COSTA: LARGOS DIAS TEM 100 ANOS

Recordando o lançamento de um livro de Jorge Nuno Pinto da Costa. Um livro em que ficou muito por dizer. Personalidade polémica e controversa, Pinto da Costa é sem dúvida uma figura que ficará para sempre na história do futebol português e do FC Porto em particular, para o bem e para o mal. 

E, o mal, também é visto por alguns portistas, não andam todos de olhos vendados. Há uns dias, percebi nas redes sociais do meu amigo António Vieira - ex-chefe do departamento de futebol (responsável pela contratação de Cubillas) - e compadre de Pedroto, que o mesmo é oposição (para não dizer outra coisa) a Pinto da Costa há muito anos. Reconhece-lhe muito mérito profissional, mas não concorda com os caminhos que percorreu para lá chegar.

 

Bardamerda para a maioria dos analistas

  Ansioso para ler e ver o que tem a dizer os 'cientistas da bola', depois de anteontem o Barcelona ter 'empacotado' 8 batat...