domingo, 10 de novembro de 2019
O DERBY
Hoje, é dia de derby na cidade do Porto - o conhecido Derby da Invicta!
Dirão alguns - mas já não tem a mesma alma de outros tempos. Talvez, mas com o Boavista na I Liga é sempre um jogo apaixonante, independentemente do lugar que ocupa na tabela classificativa.
Em baixo, um excelente programa do Porto Canal sobre esta rivalidade da cidade invicta e alguns resumos e reportagens de outros tempos.
No 2 º vídeo, a deslocação às Antas do 'Boavistão' já campeão na última jornada de 2000/2001.
No 3º vídeo, uma final da Taça de Portugal e, por último, o primeiro Boavista - FC Porto que assisti ao vivo, um jogo de loucos dos axadrezados - venceram 4-1. Interessante ver as chamadas 'reportagens de cabine' desse derby, ou seja, o antes e depois de um derby desse calibre.
No 3º vídeo, uma final da Taça de Portugal e, por último, o primeiro Boavista - FC Porto que assisti ao vivo, um jogo de loucos dos axadrezados - venceram 4-1. Interessante ver as chamadas 'reportagens de cabine' desse derby, ou seja, o antes e depois de um derby desse calibre.
A REBELIÃO NO FC PORTO
Dos três grandes do nosso futebol, o FC Porto foi sempre quem melhor conseguiu 'blindar o seu balneário'. Não é fácil haver casos extra futebol como os que aconteceram na madrugada da passada sexta-feira. E quando os há, são 'abafados'.
Mas, estamos noutros tempos e as redes sociais são tramadas.
Estes jogadores do FC Porto também andam pelas 'pontas dos cabelos' com Sérgio Conceição, são 'muitos casos e muitas guerrinhas' nos últimos tempos. Basta estarmos atentos às convocatórias e ao banco de suplentes dos últimos jogos e os castigos que Conceição tem aplicado (Marega, Alex Teles e outros).
Nada disto invalida o mau comportamento dos sul americanos na última sexta-feira.
Provavelmente outros jogadores também andam desanuviando, mas, com mais recato e inteligência.
A SAD azul e branca tem que analisar o que se passa e ter mão pesada com essa gente.

sábado, 9 de novembro de 2019
BENFICA ISOLADO NA LIDERANÇA
O Benfica foi o primeiro dos três grandes a entrar em acção nesta 11ª jornada e conquistou três preciosos pontos nos Açores.
Foi necessária muita paciência da rapaziada de Bruno Lage para chegar à vitória.
O Santa Clara lutou muito e ao intervalo vencia por 1-0, mas no segundo tempo a experiência benfiquista veio ao de cima e o 1-2 final é inteiramente justo.
Quem está a dar cabo de quem?

Os dois principais representantes portugueses além-fronteiras, Benfica e FC Porto, estão a revelar grandes dificuldades de afirmação no espaço europeu, com o Benfica muito perto de se ver apeado da Champions e o FC Porto a revelar dificuldades inesperadas, depois da ‘despromoção’ à Liga Europa. Vejamos:
BENFICA
1. É tempo de se dizer que este ‘projecto europeu’ do Benfica não faz sentido nenhum.
15. Comandado e manietado, e próximo porventura de ainda ser castigado, por não saber fazer o trabalho de casa.
2. Não faz sentido nos termos em que está a ser implementado, e o Benfica está a pagar essa factura em termos de imagem europeia.
3. Faz sentido a aposta em jogadores da formação e faz sentido o investimento no Benfica Futebol Campus. Não faz sentido é a forma como se está a tratar essa aposta e esse investimento, colocando Bruno Lage numa posição difícil.
4. Rui Vitória foi o treinador escolhido para dar expressão à ideia de Luís Filipe Vieira e da administração. Foi preciso, primeiro, afastar Jorge Jesus, porque com Jorge Jesus não era possível partilhar as opções estritamente técnicas.
5. Esse afastamento era para ser por via diplomática, mas acabou por ser realizada com estrondo. Entre enganos e situações mal explicadas, Jorge Jesus foi parar ao Sporting.
6. O Benfica Futebol Campus é uma estrutura essencial – a melhor do País – e isso resultou (não se façam confusões) de uma ideia válida e indiscutível.
7. O Benfica tem actualmente nas suas fileiras um defesa-central que se soube afirmar no plano nacional – Rúben Dias – mas ainda está a fazer o seu caminho no plano internacional. É, neste momento, o ‘produto do Seixal’ mais utilizado na equipa comandada por Bruno Lage.
8. Este parece ser um bom exemplo da diferença que se estabelece entre o sucesso nacional e o êxito internacional.
9. A venda de João Félix por um número obsceno e fora de todas as lógicas resultantes do rendimento/valor de mercado gerou a ideia, perigosamente, de que era possível accionar um mecanismo de réplica anual, tendo como ponto de partida a operação realizada com João Félix, só possível face à carteira de influências de Jorge Mendes junto do Atlético Madrid e de outros circuitos (compensatórios) internacionais, muito mal explicados à opinião pública.
10. Face ao ‘exemplo’ de João Félix no Benfica, até se pode considerar ‘normal’ que haja alguém capaz de pensar que a ‘mina de ouro’ está encontrada e que, por via disso, agora só é preciso, explorar, explorar, porque as pepitas estão lá; só é preciso extraí-las, porque o garimpeiro faz o resto…
11. As coisas no futebol não são assim e, depois do debate interno que o Benfica promoveu e que terminou com a saída de Jorge Jesus, chega-se agora à conclusão de que ambos falharam o… ponto de equilíbrio.
12. Luís Filipe Vieira está totalmente equivocado quando defende que é possível chegar-se ao cume da Europa com 80 a 90% de jogadores da formação no plantel do Benfica. É uma utopia e uma tolice.
13. E chegamos ao ponto em que, aparentemente sentados no mesmo comprimento de onda, o Benfica está dar cabo de Lage e Lage está a dar cabo do Benfica (da imagem do Benfica, em termos europeus, esclareça-se).
14. O ‘Benfica Europeu’ não pode ser o que está à vista, comprometendo as promessas de Vieira e atirando Lage para o domínio do treinador-robô, cada vez mais parecido com Rui Vitória.
FC PORTO
22. O FC Porto vive hoje sem projecto, com uma administração impotente e com um treinador que, pressionado por fora e pressionado por ele próprio, começou a cometer mais erros do que é habitual. No plano interno e, agora, na Liga Europa, como se viu em Glasgow.
16. O FC Porto é um caso diferente. Desde logo porque não assenta em nenhuma ideia especial. É um caso de ‘gestão à vista’, muito mal dirigida, como se percebe pelos resultados financeiros apresentados.
17. O FC Porto chegou a ser (no século passado) um caso interessante de aproveitamento dos seus jovens talentos, mas depois entrou num carrossel de contratações e intermediações, que fizeram chocar várias tendências e gerar muitos conflitos internos.
18. O FC Porto sangrou demasiado, neste domínio, e nunca mais parece ter recuperado, com os administradores bem aninhados no conforto das suas mordomias.
19. Fábio Silva não é filho de um projecto. É produto de uma equipa de futebol (sub-17) que teve sucesso isolado numa competição europeia de prestígio (Youth League), com a marca da UEFA.
20. O FC Porto (apesar dos bons desempenhos europeus no passado recente) vive hoje preso às contradições e excessos da sua política de contratações e condicionado por um treinador (Sérgio Conceição) que ainda consegue, apesar de tudo, disfarçar muita incapacidade de resposta.
21. Os excessos verbais de Conceição até podem ter alguma a ver com a visão de impotência que se pressente à sua volta. Só assim se podem compreender, até, alguns desabafos do treinador… Quer dizer: o treinador sentir-se-á sempre fortemente desapoiado e a SAD do FC Porto já se deve sentir cansada de tanta pressão e condicionamento.
JARDIM DAS ESTRELAS
Revolução física
... precisa-se!
... precisa-se!
* A Liga portuguesa está tendencialmente a afunilar-se cada vez mais: o Benfica a fazer o seu trajecto para ser dominador em Portugal, a beneficiar da instabilidade vivida pelo FC Porto, a dar sinais de que não está a ser fácil sarar as suas feridas (pontuais e estruturais);
*** É preciso aprofundar o debate interno sobre o futuro das competições em Portugal e analisar se, como estão a fazer a Bélgica e a Holanda, não faria sentido estudar a viabilização de uma Liga Ibérica a sério, com ganhos em diversas frentes;
** Para além da diferença de orçamentos, joga-se pouco em Portugal. É um futebol posicional, com pouca dinâmica e apelo a altos níveis físicos.
*Em Agosto, as queixas são da intensidade e das ‘cargas’ da pré-época. Em Setembro, começa a ficar tudo cansado. Em Novembro, o cansaço domina quase em absoluto as conversas dos treinadores, sobretudo em semanas europeias. Até cansa!
*A nossa Liga não será nada enquanto os jogadores não estiverem preparados apara (mais) altas rotações. Precisa-se de uma ‘revolução física’!
*** É de louvar o esforço do V. Guimarães ‘ de Ivo Vieira’ em apresentar um futebol atractivo e positivo.
** O Sporting cumpriu a sua obrigação, vencendo a fraca equipa do Rosenborg, mas está também a contribuir para esta ideia de que a qualidade de jogo está a diminuir entre as equipas portuguesas. Embora o caso do Sporting envolva outras nuances bem mais complexas…
*** Não deixa de ser interessante que o SP. Braga tem estado muito bem na Liga Europa e muito abaixo das expectativas na Liga portuguesa. Há também uma questão de mentalidade e profissionalismo a debater?…
*** É preciso aprofundar o debate interno sobre o futuro das competições em Portugal e analisar se, como estão a fazer a Bélgica e a Holanda, não faria sentido estudar a viabilização de uma Liga Ibérica a sério, com ganhos em diversas frentes;
** Para além da diferença de orçamentos, joga-se pouco em Portugal. É um futebol posicional, com pouca dinâmica e apelo a altos níveis físicos.
*Em Agosto, as queixas são da intensidade e das ‘cargas’ da pré-época. Em Setembro, começa a ficar tudo cansado. Em Novembro, o cansaço domina quase em absoluto as conversas dos treinadores, sobretudo em semanas europeias. Até cansa!
*A nossa Liga não será nada enquanto os jogadores não estiverem preparados apara (mais) altas rotações. Precisa-se de uma ‘revolução física’!
*** É de louvar o esforço do V. Guimarães ‘ de Ivo Vieira’ em apresentar um futebol atractivo e positivo.
** O Sporting cumpriu a sua obrigação, vencendo a fraca equipa do Rosenborg, mas está também a contribuir para esta ideia de que a qualidade de jogo está a diminuir entre as equipas portuguesas. Embora o caso do Sporting envolva outras nuances bem mais complexas…
*** Não deixa de ser interessante que o SP. Braga tem estado muito bem na Liga Europa e muito abaixo das expectativas na Liga portuguesa. Há também uma questão de mentalidade e profissionalismo a debater?…
O CACTO
O marketing e os símbolos
Esta questão do marketing está a dar cabo da identidade das equipas: o FC Porto joga de amarelo, o Sporting de verde/azul escuro e o Benfica de cinzento. Não deveriam trocar apenas quando os equipamentos se confundem com os dos adversários?
daqui
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terça-feira, 5 de novembro de 2019
Bruno Lage deve anda a brincar com isto
Após conhecer o «onze» do Benfica que vai a jogo em Lyon, só me apetece mandar o Lage criar juízo de uma vez por todas.
Se não compreendo a sistemática ausência de Samaris do núcleo duro deste Benfica versão 2019/2020, num jogo destes, de Champions League, deixar Pizzi de fora do onze titular é de bradar aos Céus.
Espero e desejo que o Benfica consiga vencer e que esta minha opinião seja apenas um receio exagerado de uma possível derrota em terras gaulesas. Carrega Benfica!
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
domingo, 3 de novembro de 2019
sábado, 2 de novembro de 2019
O ‘monstro’ que habita em Sérgio Conceição

1. Em linguagem de redes sociais, dir-se-à que Sérgio Conceição passou-se.
2. Não é a primeira vez que Sérgio Conceição se passa.
3. Diz-se que é feitio e, normalmente, nestes momentos, para não se dizer tudo o que vai na(s) alma(s), leva-se o assunto para a genuinidade e para a frontalidade.
4. Ninguém tem dúvidas sobre a o empenho e a determinação de Sérgio Conceição e tudo o que ele é capaz de transportar para dentro do campo para ganhar.
5. Sérgio Conceição é parecido, aliás, a muitos indivíduos que não gostam de perder.
6. Há quem não goste de perder e há quem, não gostando de perder, não saiba perder.
7. Não saber perder — ao contrário do que às vezes se quer fazer crer — não é virtude, nem na vida nem no futebol. É defeito.
8. Saber ganhar e saber perder também não é coisa para totós, como às vezes igualmente também se quer fazer crer.
9. Há também quem leve estes comportamentos para a inserção no ambiente "potencialmente mafioso" do futebol e que, por via disso, não pode haver contemplações, numa espécie de consagração do ‘vale tudo’.
10. O caminho a percorrer é, pois, inverso: desmantelar tudo o que contribua para as entorses da Verdade Desportiva.
11. Não se pode clamar por justiça ou por justeza na construção das vitórias se não houver capacidade ou vontade para reconhecer os próprios erros.
12. A mobilização das ‘frentes’ que têm alguma coisa a ganhar com a consagração do império do ‘mau perder’ é um sinal de fraqueza.
13. Sérgio Conceição é um treinador muito agradável e com um apurado sentido de humor quando as coisas lhe correm bem. Quando as coisas não lhe correm de feição, acorda o ‘monstro’ que reside nas suas entranhas.
14. O ‘monstro’ que habita dentro de Sérgio Conceição e, afinal, em muitos de nós, não causa dano apenas à imagem de Sérgio Conceição, enquanto indivíduo (em sociedade) e treinador.
15. Causa dano à instituição Futebol Clube do Porto.
16. Por mais justificações que se queiram arranjar através da identificação e da natureza de outros ‘monstros’, habitantes de outras paragens, que há para aí aos pontapés, os maus exemplos alheios não devem servir para mitigar determinado tipo de comportamentos.
17. A culpa não pode estar sempre na casa do vizinho ou do rival. Ou no relvado ou na ‘casa’ da arbitragem.
18. Esse passa-culpas e essa desresponsabilização estão muito enraizados no futebol em Portugal.
19. Porque há uma cultura de desrespeito e de falta de ética (desportiva) fortemente enraizadas no futebol português.
20. O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, é tudo menos ingénuo na avaliação, na identificação e no tipo de resposta que é preciso dar quando há uma ruptura nas tubagens do chamado ‘futebol marginal’, mas não acredito que se reveja nos excessos reiterados de Sérgio Conceição. Não é por acaso que se tornou no ‘mestre da ironia’.
21. Pinto da Costa chegou a um ponto da sua presidência em que, pelo trabalho efectuado, espera que as situações do FC Porto se resolvam em ‘piloto automático’ ou pelas valências apresentadas pela ‘estrutura’ e/ou treinador.
22. O problema — já se viu pelo silêncio noutras situações comprometedoras, como na relação com as claques — é que a ‘estrutura’, aninhada no conforto das suas mordomias, é um corpo sem alma ou uma alma sem corpo. Definha na sua incapacidade de se afirmar.
23. Sérgio Conceição é líder e dá o peito às balas, porque já ninguém lidera no FC Porto.
24. Uma liderança forte não pode pactuar com a consagração do calão.
25. Uma coisa é perceber-se que Sérgio Conceição não quer calões no plantel, e faz muito bem em puxar pelo profissionalismo dos jogadores nas suas múltiplas variações exibicionais.
26. Outra coisa é cair num espectro de vulgaridade e grosseria que arrasta consigo a imagem da instituição Futebol Clube do Porto. Isso é inaceitável e, se o treinador não vê mal nenhum nisso e legitima estes procedimentos perante a ausência de lideranças maiores, alguma coisa está muito mal no clube do Dragão.
27. Se nem um árbitro como Jorge Sousa, com as referências ‘portistas’ que tem, escapa às críticas depois de um semi-desaire, alguma coisa está mesmo mal, mesmo que fosse apenas um mero passa-culpas.
28. A questão do ‘tempo útil de jogo’ deve ser reflectida, mas não foi um exclusivo do FC Porto. A diferença de recursos e de orçamentos não explica tudo sobre a utilização de algumas ‘armas’, mas o FC Porto, que havia sido competente com o Famalicão não o foi com o Marítimo. Pela oposição madeirense e por culpa do FC Porto.
29. O estado do relvado, o jogo duro do adversário e a arbitragem são puras desculpas. Pelo menos, não explicam tudo.
30. Sérgio Conceição, naturalmente pressionado e a fazer apostas de risco tem de falar com o ‘monstro’ que habita na sua caverna, porque a instituição FCP e a imagem que projecta, têm de estar acima de presidentes, administradores e treinadores. E ela só se defende com bom-senso, responsabilidade e… autocrítica de quem representa a instituição e não é ‘a’ instituição.
O CACTO
A lei
e o Benfica
Um jornalista do ‘JN’ foi ao Brasil fazer um trabalho de reportagem com Jorge Jesus. E, para apresentar um conjunto de perguntas a seguir ao jogo que o Flamengo realizou com o CSA, intitulou-se como ‘sportinguista’ e fez um conjunto de observações absolutamente fora do contexto que um profissional desta área não deve, em circunstância nenhuma, sentir-se à vontade para verbalizar, e muito menos num contexto introdutório de uma conferência de imprensa. Chegou ao ponto de dizer que o Sporting foi ‘roubado’ na primeira época de Jesus ao serviço dos ‘leões’ e que o Benfica não merecia ter conquistado o campeonato que ficou conhecido como o ‘campeonato dos padres’.
Se as conferências de imprensa passarem a ter este tom, é a ‘selva’ instalada e o jornalismo morre na obsessão da defesa das cores clubísticas. Não pode ser assim. As sedes de opinião têm de estar bem identificadas.
Foi chocante, como foi chocante a omissão ou a aparente desculpabilização desse atropelo.
O Benfica tem o direito de se sentir visado, mas não tem o direito de passar por cima da lei. O Benfica tem todo o direito de apresentar o seu protesto e eventual queixa às entidades competentes, mas não pode substituir a lei nem pode ter a veleidade de se comportar como se fosse a lei ou o regulador da lei, sobretudo quando já teve um jornalista (BTV) que protagonizou um dos momentos mais degradantes da história da comunicação social, apelidando de ‘bandidos’ os jogadores do FC Porto e utilizando todo o tipo de impropérios — do mais baixo e ordinário que se possa imaginar.
Os clubes em Portugal não substituem os tribunais, mesmo que pensem que substituem e que haja indícios de que isso, às vezes, acontece. A democracia no seu pior.
daqui3. Diz-se que é feitio e, normalmente, nestes momentos, para não se dizer tudo o que vai na(s) alma(s), leva-se o assunto para a genuinidade e para a frontalidade.
4. Ninguém tem dúvidas sobre a o empenho e a determinação de Sérgio Conceição e tudo o que ele é capaz de transportar para dentro do campo para ganhar.
5. Sérgio Conceição é parecido, aliás, a muitos indivíduos que não gostam de perder.
6. Há quem não goste de perder e há quem, não gostando de perder, não saiba perder.
7. Não saber perder — ao contrário do que às vezes se quer fazer crer — não é virtude, nem na vida nem no futebol. É defeito.
8. Saber ganhar e saber perder também não é coisa para totós, como às vezes igualmente também se quer fazer crer.
9. Há também quem leve estes comportamentos para a inserção no ambiente "potencialmente mafioso" do futebol e que, por via disso, não pode haver contemplações, numa espécie de consagração do ‘vale tudo’.
10. O caminho a percorrer é, pois, inverso: desmantelar tudo o que contribua para as entorses da Verdade Desportiva.
11. Não se pode clamar por justiça ou por justeza na construção das vitórias se não houver capacidade ou vontade para reconhecer os próprios erros.
12. A mobilização das ‘frentes’ que têm alguma coisa a ganhar com a consagração do império do ‘mau perder’ é um sinal de fraqueza.
13. Sérgio Conceição é um treinador muito agradável e com um apurado sentido de humor quando as coisas lhe correm bem. Quando as coisas não lhe correm de feição, acorda o ‘monstro’ que reside nas suas entranhas.
14. O ‘monstro’ que habita dentro de Sérgio Conceição e, afinal, em muitos de nós, não causa dano apenas à imagem de Sérgio Conceição, enquanto indivíduo (em sociedade) e treinador.
15. Causa dano à instituição Futebol Clube do Porto.
16. Por mais justificações que se queiram arranjar através da identificação e da natureza de outros ‘monstros’, habitantes de outras paragens, que há para aí aos pontapés, os maus exemplos alheios não devem servir para mitigar determinado tipo de comportamentos.
17. A culpa não pode estar sempre na casa do vizinho ou do rival. Ou no relvado ou na ‘casa’ da arbitragem.
18. Esse passa-culpas e essa desresponsabilização estão muito enraizados no futebol em Portugal.
19. Porque há uma cultura de desrespeito e de falta de ética (desportiva) fortemente enraizadas no futebol português.
20. O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, é tudo menos ingénuo na avaliação, na identificação e no tipo de resposta que é preciso dar quando há uma ruptura nas tubagens do chamado ‘futebol marginal’, mas não acredito que se reveja nos excessos reiterados de Sérgio Conceição. Não é por acaso que se tornou no ‘mestre da ironia’.
21. Pinto da Costa chegou a um ponto da sua presidência em que, pelo trabalho efectuado, espera que as situações do FC Porto se resolvam em ‘piloto automático’ ou pelas valências apresentadas pela ‘estrutura’ e/ou treinador.
22. O problema — já se viu pelo silêncio noutras situações comprometedoras, como na relação com as claques — é que a ‘estrutura’, aninhada no conforto das suas mordomias, é um corpo sem alma ou uma alma sem corpo. Definha na sua incapacidade de se afirmar.
23. Sérgio Conceição é líder e dá o peito às balas, porque já ninguém lidera no FC Porto.
24. Uma liderança forte não pode pactuar com a consagração do calão.
25. Uma coisa é perceber-se que Sérgio Conceição não quer calões no plantel, e faz muito bem em puxar pelo profissionalismo dos jogadores nas suas múltiplas variações exibicionais.
26. Outra coisa é cair num espectro de vulgaridade e grosseria que arrasta consigo a imagem da instituição Futebol Clube do Porto. Isso é inaceitável e, se o treinador não vê mal nenhum nisso e legitima estes procedimentos perante a ausência de lideranças maiores, alguma coisa está muito mal no clube do Dragão.
27. Se nem um árbitro como Jorge Sousa, com as referências ‘portistas’ que tem, escapa às críticas depois de um semi-desaire, alguma coisa está mesmo mal, mesmo que fosse apenas um mero passa-culpas.
28. A questão do ‘tempo útil de jogo’ deve ser reflectida, mas não foi um exclusivo do FC Porto. A diferença de recursos e de orçamentos não explica tudo sobre a utilização de algumas ‘armas’, mas o FC Porto, que havia sido competente com o Famalicão não o foi com o Marítimo. Pela oposição madeirense e por culpa do FC Porto.
29. O estado do relvado, o jogo duro do adversário e a arbitragem são puras desculpas. Pelo menos, não explicam tudo.
30. Sérgio Conceição, naturalmente pressionado e a fazer apostas de risco tem de falar com o ‘monstro’ que habita na sua caverna, porque a instituição FCP e a imagem que projecta, têm de estar acima de presidentes, administradores e treinadores. E ela só se defende com bom-senso, responsabilidade e… autocrítica de quem representa a instituição e não é ‘a’ instituição.
O CACTO
A lei
e o Benfica
Um jornalista do ‘JN’ foi ao Brasil fazer um trabalho de reportagem com Jorge Jesus. E, para apresentar um conjunto de perguntas a seguir ao jogo que o Flamengo realizou com o CSA, intitulou-se como ‘sportinguista’ e fez um conjunto de observações absolutamente fora do contexto que um profissional desta área não deve, em circunstância nenhuma, sentir-se à vontade para verbalizar, e muito menos num contexto introdutório de uma conferência de imprensa. Chegou ao ponto de dizer que o Sporting foi ‘roubado’ na primeira época de Jesus ao serviço dos ‘leões’ e que o Benfica não merecia ter conquistado o campeonato que ficou conhecido como o ‘campeonato dos padres’.
Se as conferências de imprensa passarem a ter este tom, é a ‘selva’ instalada e o jornalismo morre na obsessão da defesa das cores clubísticas. Não pode ser assim. As sedes de opinião têm de estar bem identificadas.
Foi chocante, como foi chocante a omissão ou a aparente desculpabilização desse atropelo.
O Benfica tem o direito de se sentir visado, mas não tem o direito de passar por cima da lei. O Benfica tem todo o direito de apresentar o seu protesto e eventual queixa às entidades competentes, mas não pode substituir a lei nem pode ter a veleidade de se comportar como se fosse a lei ou o regulador da lei, sobretudo quando já teve um jornalista (BTV) que protagonizou um dos momentos mais degradantes da história da comunicação social, apelidando de ‘bandidos’ os jogadores do FC Porto e utilizando todo o tipo de impropérios — do mais baixo e ordinário que se possa imaginar.
Os clubes em Portugal não substituem os tribunais, mesmo que pensem que substituem e que haja indícios de que isso, às vezes, acontece. A democracia no seu pior.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
REGRAS DO FUTEBOL DO MEU TEMPO
Alguém se lembra?!...
1º - O gordo é sempre o Guarda-redes;
2º - O jogo termina quando todos estão cansados;
3º - Embora o jogo esteja 20 a 0, 'quem marcar, ganha!'
4º - Não há árbitro;
5º - Só se marca falta se for muito claro, ou se sair alguém a chorar;
6º - Não há fora-de-jogo;
7º - Se o dono da bola se chateia…acaba o jogo;
8º - Os melhores jogadores não podem jogar na mesma equipa e são eles que escolhem o resto da equipa;
9º - Ser o último a ser escolhido é a maior humilhação;
10º - Nos livres directos, a barreira vai estar sempre perto da bola;
11º - A partida tem uma pausa quando passa um adulto;
12º - A partida pára quando a bola entra pelo vidro de alguma casa, café, carro…ou quando passa um camião, autocarro ou carro.
Se for motas ou bicicletas…segue o jogo;
Se for motas ou bicicletas…segue o jogo;
13º - São inimigos eternos os jogadores do 'bairro' mais perto;
14º - Os que não sabem dar um pontapé na bola, são suplentes ou quanto muito…defesas;
15º - Se chegam os mais velhos, temos que sair do campo, mas não, sem protestar primeiro;
16º - Há sempre um vizinho que não te deixa jogar ou que ameaça que te fica com a bola;
17º - Se se aposta alguma coisa, jogamos como se fosse uma final;
18º - As balizas são duas pedras, ou latas, mas vai haver sempre uma equipa que tem a baliza mais pequena;
19º - Quando uma equipa marcar um golo de chapéu, a equipa adversária vai gritar sempre 'FORA' ( para que o golo não seja validado);
20º - Os foras são marcados com o pé e é possível atirar contra um adversário e seguir a jogada;
21º - Num penalty, o gordo sai sempre da baliza e quem defende é o melhor jogador.
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
O REI FAZ ANOS
Diego Armando Maradona comemora hoje 59 anos. Parabéns!
Apesar dos problemas vividos fora do futebol, dentro do campo este astro argentino foi inesquecível.
terça-feira, 29 de outubro de 2019
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
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Bardamerda para a maioria dos analistas
Ansioso para ler e ver o que tem a dizer os 'cientistas da bola', depois de anteontem o Barcelona ter 'empacotado' 8 batat...
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Nada como sair de 2019 e entrar em 2020 com a Lenka da Silva. Continua uma brasa. A todos os que por aqui passam, desejo umas boas saída...
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Ansioso para ler e ver o que tem a dizer os 'cientistas da bola', depois de anteontem o Barcelona ter 'empacotado' 8 batat...


