segunda-feira, 16 de março de 2020

O TREINADOR QUE REVOLUCIONOU O FC PORTO

Num ano em que se assinala 35 anos do desaparecimento de José Maria Pedroto, aqui fica em baixo um excelente trabalho sobre um treinador que marcou o futebol português e o FC Porto em particular.

Deixo-vos também, três vídeos de programas e reportagens sobre o conhecido Zé do Boné, como era carinhosamente tratado.



BIOGRAFIA


José Maria Pedroto: Zé do Boné
Rectidão, coragem, polémica, inteligência, frontalidade, são substantivos usados regularmente para caracterizar José Maria Pedroto tanto por colegas como adversários.

Muitos lembram o grande jogador, mas certamente é o treinador que marcou uma época no futebol português que está presente no imaginário de todos, um «homem à frente do tempo», como muitos o descreveram.
O carácter

Pedroto tinha um dom que muitos (entre companheiros e adversários) reconhecem como raro: uma capacidade de liderança inata. Era capaz de transformar as fraquezas das suas equipas e clubes em força, moldando à sua imagem as formações que comandava, tornando-as combativas, tremendamente competitivas e vencedoras.
sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava

Rui Pedroto

 Há quem lhe chame feitio, personalidade... Rui Pedroto prefere dizer carácter, e o do seu pai, assegura, formou-se muito cedo, fruto de uma infância dura e cheia de restrições. «Teve uma infância difícil, porque ficou sem pai muito novo, com sete anos e tinha uma família numerosa, eram 11 filhos. O meu pai desde muito cedo percebeu o que era conciliar as suas responsabilidades escolares, a actividade desportiva nos escalões de formação e numa fase mais tardia da sua vida mas ainda jovem, ter que acorrer às despesas familiares e contribuir com os seus rendimentos para o sustento da família. Tudo isto forjou o seu carácter, deu-lhe tempra rija e uma capacidade de enfrentar os problemas e de ter coragem na forma como os resolvia muito grande».

Depois de ter sido um dos grandes jogadores do futebol nacional nos anos cinquenta (Lusitano de Vila Real de Sto. António, Belenenses e
FC Porto), foi o responsável pelo primeiro troféu internacional do futebol português, conduzindo Portugal a conquistar o Campeonato Europeu de Juniores de 1961.

«A carreira iniciou-se nas camadas de formação, evoluiu para uma carreira de jogador de grande talento, várias vezes internacional, e depois surgiu a de treinador. Toda a sua vida foi pautada pela vivência próxima do fenómeno desportivo, sem descurar na sua juventude a questão escolar», recorda o filho, Rui Pedroto.

Depois de treinar o
FC Porto e perdendo por pouco o campeonato, passou por Setúbal, onde foi responsável pela era dourada dos sadinos. No Bessa, colocaria a equipa das camisolas esquisitas a ombrear com os grandes e a discutir um campeonato taco-a-taco com o Benfica.

A relação com o FC Porto

Voltou ao FC Porto , de onde tinha saído em polémica uns anos antes, para levar os azuis-e-brancos a quebrar o jejum de dezanove anos em 1978.

Nas suas palavras os portistas tinham passado de pombinhos provincianos a falcões moralizados.
Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos
Rui Pedroto
Um pouco à semelhança dos grandes amores, a relação entre o emblema azul e branco e José Maria Pedroto era instável, aguerrida, acesa e polémica. Mas nunca de amor-ódio, afiança o seu filho, «apesar da sua faceta de polemista, porque sempre se bateu de uma forma encarniçada pelas causas em que acreditava. Acho que os sócios do FC Porto se habituaram a ver nele não só um treinador de excelência mas também uma figura de referência para o clube. Muitas vezes é preciso deixar passar um bom par de anos do desaparecimento das pessoas para se perceber qual a marca que deixaram».

Nascido em Almacave, Lamego, na freguesia onde supostamente se realizaram as cortes que coroaram Afonso Henriques como primeiro Rei de Portugal,
Pedroto, era o mais novo de onze filhos do Capitão do Exército Alfredo Pedroto e Quitéria do Carmo. Depois dos primeiros anos em Lamego, acompanhou a família na mudança para a cidade do Porto, onde após a morte do pai estudou num colégio interno perto do Campo da Constituição.

Foi por essa altura que se apaixonou pelo azul e branco, tendo o madeirense Pinga como ídolo. A sua paixão pelo azul, estendia-se também ao Belenenses, clube onde brilhou antes de vestir a camisola do
FC Porto, depois de uma transferência recorde, paga com dinheiro recolhido através de quotas que os sócios mais notáveis do FC Porto subscreveram.

«É natural que nutrisse pelo Belenenses uma simpatia especial. Confesso que isso nunca foi, nas nossas conversas, muito presente. Diria até que não era só pelo Belenenses mas por todos os clubes por onde passou como jogador e treinador. Tenho a certeza que o meu pai sabia ser grato ao seu passado e àqueles que acreditaram nele, e foram muitos», explica Rui Pedroto.
A fraterna amizade com Pinto da Costa

Pedroto além do grande jogador e do extraordinário treinador que foi, era, num país à época impregnado no mais profundo cinzentismo, um personagem que ilustrava com rasgos de humor e uma inquebrantável liberdade as páginas do dia-a-dia na comunicação social portuguesa, com a sua personalidade forte, ideias vincadas e combates polémicos.

Várias histórias ajudam a ilustrar o mito do Zé do Boné: as reuniões e cartadas, noite fora, numa célebre pastelaria do Porto com os seus compagnon de route, entre eles
Pinto da Costa, que estão na génese do que viria a ser o FC Porto

conquistador dos anos 80 e 90.
A relação profissional com Pinto da Costa ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura
Rui Pedroto
«Foi uma relação muito especial, de grande proximidade e cumplicidade nos tempos em que trabalharam juntos. Além da questão profissional, havia grande fraternidade e amizade pessoal. A relação profissional ajudou a construir à volta dela uma relação de amizade sólida e duradoura. Foi, seguramente, a pessoa que o acompanhou mais de perto, que o conhecia melhor nas suas diversas facetas e com quem partilhou as dificuldades mas também os momentos de maior glória desportiva mas que excedem e muito, e penso que é com essa ternura e saudade que ele fala, a mera relação profissional, mas que lembram sim o amigo desaparecido».

Nesta viagem ao passado, surgem-nos também as relações especiais com alguns jogadores, de entre eles António Oliveira, um dos seus protegidos, a quem supostamente o Zé do Boné dava autorização para fumar um cigarro antes de entrar em campo.

As relações polémicas com rivais

Mais tarde, Oliveira e
Pedroto seguiram caminhos separados, mas Pedroto não se coibiu de comentar um famoso golo que Oliveira marcara com a camisola do Sporting numa competição europeia, desmistificando o golo, indicando que fora obtido desta maneira, porque Oliveira não executara bem o remate, chutando contra o outro pé e conseguindo tal miraculoso efeito que espantara os adeptos e comentadores desportivos do país. Alguns acusavam-no de não ter pejo na forma como criticava os adversários e os árbitros, mas era igualmente duro com colegas e jogadores.

Um pouco como o Bojador estava para os descobridores portugueses de quatrocentos, a Ponte da Arrábida «bloqueava» os jogadores do
FC Porto. Atravessar o Rio Douro era o início da derrota portista. José Maria Pedroto nunca se conformou com tal estado de coisas e combateu com todas as suas forças essa menoridade portista.

Mas se os seus atletas eram espicaçados para a vitória, os adversários não eram poupados. O então seleccionador nacional Mário Wilson foi um «palhaço», Manaca - jogador do Guimarães - foi acusado de marcar um autogolo que impediu o tricampeonato portista e desviou o título para Alvalade.

Os rivais nunca conseguiram lidar bem com a força de
Pedroto. Benfiquistas e sportinguistas sentiram na pele o génio do Zé do Boné e deixaram de dividir entre si os espólios do futebol nacional. Há notícias que dão conta que o leão João Rocha lhe lançou, um dia, o canto da sereia, mas Pedroto, irredutível, preferiu nunca estar ao leme de um rival.

Um símbolo que perdura

Polémicas, guerrilha verbal, exacerbado regionalismo, um profundo desprezo pelo provincianismo de um certo Porto, tudo isto movia José Maria
Pedroto para atingir um só objectivo: a glória do Futebol Clube do Porto.

Após anos de intensa rivalidade e polémica,
Pedroto, guarda um lugar muito especial no lugar dos portistas. Mas é admirado, porventura até reverenciado, em todos os clubes por onde passou, e mais do que isso, é penhor do mais profundo respeito e admiração dos rivais de Lisboa.

O lamecense, que se tornou um tripeiro de adopção, lembrava e não esquecia as imortais palavras de Almeida Garrett, um dos mais ilustres portuenses: «Se na nossa cidade há muito quem troque o b por v, há pouco quem troque a liberdade pela servidão».

Faleceu meses depois da derrota de Basileia, mas o grande FC Porto europeu estava lançado. Dois anos e meio depois da sua morte, nas margens do Danúbio, um FC Porto sem medo de ninguém subia ao mais alto degrau do continente e sagrava-se Campeão da Europa.
daqui

domingo, 15 de março de 2020

PAULO FUTRE E O BENFICA

Ao contrário do que muitos pensavam, eu incluído, o melhor jogo da carreira de Paulo Futre não foi a final da Taça do Rei em 1992 com o seu Atlético de Madrid (2º. vídeo) nem a final da Taça dos Campeões Europeus representando o FC Porto (3º. vídeo). 

Foi sim, a final da Taça de Portugal de 1993 ao serviço do Benfica (1º. vídeo).
É o que Paulo Futre escreve hoje no jornal record e confesso que foi um dos melhores jogos que vi em toda a minha vida. Talvez porque o Paulo Futre era o meu ídolo de infância, não sei…!

 


QUANDO O SPORTING ERA SPORTING

Actualmente não há muito a dizer sobre o momento actual do futebol português e não só. 

Esta pandemia que por aí anda paralisou praticamente tudo o que seja interessante discutir. 
Este bloque aproveitará para relembrar momentos que ficarão para a eternidade desta modalidade que tanto amamos, mas que muitos ainda tentam pôr abaixo com métodos pouco dignos. 

Em baixo, alguns resumos e reportagens sobre uma excelente equipa do Sporting e uma época que ficou para a história dos leões. Em 1981-82, o Sporting conquistou a dobradinha. 

sábado, 14 de março de 2020

NA ANTIGA LUZ RUMO À FINAL DA TAÇA DOS CAMPEÕES EUROPEUS

Saudades destes tempos, em baixo, duas meias finais inesquecíveis no antigo estádio da Luz. 

Na década de 80, já se 'malhava' muito no futebol português, começando por nós, portugueses, que sempre preferimos ver o lado negativo da questão em vez do lado positivo. 

No final dessa década e, após o FC Porto ser campeão europeu em 1987, o Benfica chegou no ano seguinte a mais uma final e dois anos depois, a mais uma outra. 

Por azar, não se conseguiu levantar a 'orelhuda', mas deu muito trabalho lá chegar e há muito mérito de quem lá andava.

 

MILAN 5 REAL MADRID 0

Para os saudosistas, nada como relembrar um excelente jogo entre estes dois colossos do futebol mundial, num jogo inesquecível para os italianos. 

2ª. mão das meias finais da Taça dos Campeões Europeus, época de 1988/89.

Na primeira mão, no Santiago Bernabéu, o resultado tinha sido de 1-1. Em San Siro, a 'música' foi outra e a 'rapaziada' de Arrigo Sachi não esteve para brincadeiras, impuseram uma goleada histórica. 

Parece que foi ontem, mas já lá vão mais de 30 anos. O Milan viria a levantar a 'orelhuda' depois de vencer na final os romenos do Steaua de Bucareste por uns expressivos 4-0 (último vídeo).

Para variar, faltei a uma aula para assistir a essa final. 

 A ficha do jogo, aqui.

 

sexta-feira, 13 de março de 2020

NÃO É O VAR QUE ESTÁ A MATAR O FUTEBOL



Não é o VAR que está a matar o futebol.
O que está a matar o futebol é o negócio elevado ao extremo.

O que está a matar o futebol é a sofreguidão e a paranóia do lucro pessoal.

A sofreguidão e a paranóia do lucro pessoal fazem com que muitos agentes desportivos, montados na inação, na falta de coragem e na demissão ancestral do poder político, habituados a olhar para o futebol como um recreio e uma forma fácil de alcançar protagonismo, não olhem a meios para atingir os fins.

Há uma tese, mui romântica, segundo a qual o futebol só deveria ser discutido na sua dimensão técnico-desportiva. Seria assim, de facto, se as outras componentes não estivessem a desvirtuar a essência do jogo.

Falar ‘apenas’ do jogo? Mas qual jogo? O jogo condicionado pelos factores externos? O jogo adulterado? O jogo corrompido? O jogo influenciado pela ganância? O jogo alterado pelas fontes de poder?

Sim, sou a favor da discussão do jogo, mas — para se chegar a esse estádio — é preciso mitigar e eliminar a batota e os batoteiros. Trata-se de um combate difícil e que é preciso levar a cabo sem contemplações e o problema é exactamente esse: são demasiados aqueles que continuam a teimar em preservar as raízes empobrecidas do futebol de hoje.

A batota e os batoteiros são como as ervas daninhas. Se não se arrancam pela raiz, elas continuam a crescer e a dominar os relvados e a subverter a verdade desportiva. É isso que queremos? A consagração do ‘jogo sujo’?

Defendi a introdução das novas tecnologias e a figura do videoárbitro no futebol por perceber que era necessário aumentar o escrutínio numa indústria de milhões e que a arbitragem vinha sendo o sector mais vulnerável e susceptível de ser condicionado. Acreditando que era possível passar para outra fase de desenvolvimento do nosso futebol.
 
Na terceira época com VAR na I Liga, e quando a luta pelo primeiro lugar está ao rubro a 11 jornadas do fim, surgem as críticas do costume ao sector da arbitragem e, agora, da videoarbitragem.

Agora é o VAR, dizem, que está  a matar o futebol.

Não, o VAR não está a matar o futebol.

Quem está a matar o futebol é o clubismo desenfreado.

Quem está a matar o futebol são as direcções de comunicação, que não percebem como poderiam ser úteis e não alimentar o ódio, com a conivência presidencial.

Quem está a matar o futebol é esta obsessão de controlo das instituições. As instituições estão doentes e é preciso fazer algumas purgas? Nalguns casos, sim. São inadiáveis. Mas ‘a’ purga não pode ser feita por aqueles que só pensam no proveito próprio. A purga selectiva é tão perigosa quanto a falsa descontaminação.

Quem está a matar o futebol são os dirigentes que não são capazes de fazer autocrítica e passam o dia no ginásio a exercitar o desvio das atenções, através das suas marionetas. O desvio das atenções serve para perpetuar poderes e para não se olhar para o logro de certas gestões.

Quem está a matar o futebol são os comissionistas.

Quem está a matar o futebol são os parasitas que se alimentam da porcaria e são encorajados por quem deveria ter a obrigação de os emagrecer.

Quem está a matar o futebol é quem diz que só os burros falam de arbitragem mas depois vêm falar — sem nenhum tipo de autoridade na matéria sobre os árbitros, ao abrigo da liberdade de expressão.

Sim, Pinto da Costa nunca contribuiu para um futebol limpo. Quer tudo para si, custe o que custar.

Nos antípodas dos interesses de Pinto da Costa, estão o céu e os anjinhos? Não. Luís Filipe Vieira nunca esteve perto de ser o guardião da verdade desportiva —aliás, basta ver a proteção sempre dada a Gonçalves e a Guerra.

As obras de Pinto da Costa e Vieira foram construídas com ‘sangue, suor e lágrimas’, mas nunca se preocuparam com a dimensão ética do futebol e do negócio. E porque estes têm sido os dirigentes dominantes do futebol em Portugal, sobram as quezílias, os discursos incendiados, a intolerância e as figuras manipuladas, em nome de uma suposta paixão clubística. E tudo o mais o que as investigações possam apurar.

O FC Porto vive, com Pinto da Costa, a maior crise da sua história, mas o que interessa é continuar a pressionar os árbitros. Luís Filipe Vieira está atolado nas areias movediças das suspeições processuais, mas o que interessa é não deixar os árbitros em paz. E até Frederico Varandas, até agora ‘bactereologicamente puro’, fecha os olhos ao princípio ético de não tocar, com a época a correr, no treinador do seu competidor directo, esta época.

Não, o VAR não está  matar o futebol.

O VAR está a cometer erros, mas muito menos do que aqueles que as comunicações dos clubes apontam. E, se não houvesse VAR, meus amigos, a discussão dos fora-de-jogo não era de centímetros mas de metros ou mesmo ‘quilómetros’. O erro grosseiro diminuiu drasticamente.

Os clubes que lutam pelo título querem controlar as nomeações e o nomeador, os árbitros e a videoarbitragem. Querem ter os seus decisores dentro do campo e/ou na cidade do futebol.

Acreditem: é esta mentalidade que está matar o futebol.

A matar o futebol estão também os elos de ligação que os clubes têm nas televisões. Amplificam os erros. Amplificam as entorses dos adversários. Não são capazes de um esgar de autocrítica ou de uma manifestação de honestidade intelectual.

Nos últimos dias, o presidente do SC Braga — com um histórico também não muito decente nesta matéria — fez uma proposta excelente, e espero que para não ser deixada cair ao mínimo embaraço ou contratempo (ingenuidade?): António Salvador comprometeu-se a não se pronunciar sobre arbitragens e desafiou outros clubes a fazê-lo. A primeira reacção conhecida (Pinto da Costa) não foi muito encorajadora, mas é preciso persistir, porque este combate tem de ser ganho, e nada disto tem a ver com liberdade de expressão, mas com responsabilidade social.

O sistema de VAR precisa de afinações e de um protocolo melhor, mas o futebol não está a morrer por causa do VAR.

O futebol está a sofrer e a morrer porque os dirigentes só pensam em ganhar e fazem tudo para condicionar as decisões. Enquanto não se mudar isto — e António Salvador e a FPF podem ter um papel vital na mudança — não há nada a fazer. E vão continuar a dizer que o VAR está a matar o futebol.

NOTA - Golos, 3 pontos, apuramentos? Nada é mais importante do que o campeonato da vida. E essa urge ganhar. Com responsabilidade. O VAR não tem culpa e é preciso matar o vírus.
daqui

quinta-feira, 12 de março de 2020

TODOS OS JOGOS EM SINAL ABERTO

Após a decisão publicamente comunicada de suspensão da presença do público nos jogos da Liga NOS, em virtude do agravamento do número de portugueses afetados pela pandemia COVID19 em território nacional, a SPORT TV comunica que em conjunto com os operadores nacionais MEO, NOS e Vodafone Portugal que distribuem os seus canais, irá transmitir no seu canal SPORT.TV+, aberto a todos os assinantes dos pacotes de acesso básico de pay tv destes operadores, todos os jogos das próximas 2 jornadas da Liga NOS. 

Esta medida visa garantir o acesso da população a estes conteúdos, ao mesmo tempo que permite que as famílias e cidadãos em isolamento possam fazê-lo com o devido conforto e segurança. 

 

segunda-feira, 9 de março de 2020

VAMOS LÁ TRATAR DE PINTO DA COSTA

Há gente que não tem vergonha nenhuma na puta da cara, o presidente do FC Porto é uma dessas pessoas quando fala de arbitragem. 

O que aconteceu no dragão foi um erro grave, como tantos outros que já aconteceram beneficiando o FC Porto. Toca a todos. 

Cada vez que Jorge Nuno vier com cagadas destas, vale sempre a pena relembrar como ele funcionava durante muitos e muitos anos. É ouvir os vídeos em baixo. 

QUANDO CÉSAR BRITO GELOU AS ANTAS

Hoje em dia fala-se muito da 'dita coação' aos árbitros e a malta mais nova poderá pensar que isto do futebol português está como nunca esteve.

Enganam-se, a única excepção é que agora há redes sociais e alguns programas de TV com fanáticos que nada percebem de futebol e põem mais gasolina para a fogueira. 
Sempre houve 'guerra' e a década de 90 do futebol português teve peripécias para todos os gostos, as mais conhecidas, nos ditos túneis de acesso ao relvado e vice-versa. 

A pressão sobre árbitros e adversários eram uma constante...!

Já no final da primeira década deste século, também o túnel da Luz ficou conhecido pelos piores motivos. Todos se lembram dos castigos a Hulk e Sapunaru (vídeo, aqui).

Antes de continuarem a ler o texto, deixem a 'clubite' de lado porque não havia (nem há) inocentes no que aos ditos clubes grandes do nosso futebol diz respeito. 
E túneis é o que mais há!
Havia era uns que utilizavam métodos mais duros e por todos condenáveis. 

Foi  neste 'famoso' jogo que o guarda Abel ficou conhecido pelos piores motivos, mas neste dia aconteceram mais cenas lamentáveis que em nada honraram a instituição FC Porto, desde creolina ou enxofre no balneário da equipa visitante (os jogadores do Benfica equiparam-se num corredor) até a uns 'estalos' dados pela esposa de um dos vice presidentes do FC  Porto ao árbitro Carlos Valente, no túnel de acesso aos balneários!

Estas reportagens são sobre o campeonato de 1990/1991, mas outras virão.

Valia tudo para condicionar o adversário e lembro-me de uma história em que para um Benfica - FC Porto o trio de arbitragem estava minado pelos fiscais de linha da altura.
Sem o chefe de equipa perceber, um dos auxiliares estava 'comprado' pelo FC Porto e o outro auxiliar pelo Benfica. Que grande açorda, hein?!...

Domingo, 28 Abril 1991 - 15h00 Estádio das Antas  - 75000 Espectadores aproximadamente.
Com arbitragem de Carlos Valente, as equipas alinharam da seguinte forma:

FC PORTO: Vítor Baía; João Pinto (Baltasar aos 45'), Fernando Couto, Aloísio, Paulo Pereira e Vlk ; André, Semedo (Jorge Plácido aos 79') e Jorge Couto; Domingos e Kostadinov.

Benfica: Neno; Ricardo; Paneira, Paulo Madeira, William e Veloso; Paulo Sousa (Samuel aos 76'), Jonas Thern, Valdo e Pacheco (César Brito aos 80'); Rui Águas.

Em baixo algumas reportagens e resumo desse FC Porto - Benfica.


domingo, 8 de março de 2020

UM JOGO DE INATEL EM ALVALADE

O Sporting - Desportivo das Aves de hoje em Alvalade foi dos piores jogos que tenho memória de ter assistido nos últimos tempos. 

Salvaram-se as explicações do treinador em estreia - Rúben Amorim - em conferência de imprensa. Quem fala assim não é gago.

 

ONTEM VI-TE NO ESTÁDIO DA LUZ

É um blogue que sigo com muita atenção, e se for posts do Ricardo Silveirinha são sempre válidos. Fala quem não se deixar 'comprar' por nada. 
Não concordo com tudo o que o Ricardo Silveirinha lá escreve, mas na maior parte subscrevo. 
É uma voz lúcida que deveria ser escutada com muita atenção por todos os benfiquistas. 

Em baixo mais um post que subscrevo na integra. 



Pedem-me que escreva sobre o jogo de ontem. Não tenho nada a escrever sobre o jogo de ontem. O que eu tinha a escrever sobre o jogo de ontem, sobre o nosso futebol e sobre Bruno Lage, escrevi-o há meses, quando ganhávamos tudo e faziam-se listas com os recordes de vitórias do treinador. 

As exibições este ano nunca foram boas e, a partir de Outubro, caíram vertiginosamente para um tipo de futebol medonho quase tão mau quanto aquele pesadelo do tempo de Professor Bombo. Quase, ainda não chegou lá. Mas chegará porque, com Lage, o Benfica nunca mais irá jogar bom futebol. Perceber isso e ir buscar um treinador competente já deveria ter sido feito em Janeiro. 

Infelizmente, quem nos desgoverna nunca percebe o que vai acontecer no futuro e, portanto, vamos arrastar Lage até ao impossível como arrastámos Professor Bombo. Claro que, quando ganhávamos tudo e eu escrevia que o futebol do Benfica era mau e que não demoraria muito a vir uma vaga de maus resultados, os grunhos insultaram-me. 

A mediocridade existencial não compreende o génio, fica pasmada perante o brilhantismo. Sem saber o que fazer, estranhando o que não consegue entender, recorre à única arma básica que tem: o insulto. 

Vejam lá que até fui apelidado por um imbecil chamado David Duarte, do Cabelo do Aimar, de "uma espécie de Pedro Guerra". Um idiota que, se sabe quem é o Pedro Guerra, é porque o Ontem o desmascarou quando ligou para a BTV a fazer de Fernando Santos. 

Muito aprendeu con o Ontem o grunho David Duarte sobre a realidade do Benfica e sobre quem é verdadeiramente Vieira. Andava lá todos os dias no blogue, maravilhado com o que lhe estávamos a mostrar. 

É que andamos nisto há 12 anos. Agora parece fácil dizer mal do Vieira mas o caminho da crítica sustentada e da lucidez foi trilhado por mim e pelos meus colegas de blogue quando mais ninguém o fazia. Em 2012, fui ao palanque da assembleia chamar os cornos pelo touro e dizer ao Presimente Vieira, ali, a um metro dele, que ele é uma vergonha para o Glorioso. 

O inútil David Duarte, onde estava? Nenhum outro blogue tem tanto direito a chamar para si os louros da lucidez benfiquista como tem o Ontem. Criámos uma geração de gente inteligente, atenta, solidária, sonhadora que não aceita migalhas e tem valores gloriosos. Sobretudo, pensamos no Benfica. Não pensamos no nosso ego ou em ficar bem para a fotografia. Nunca nos vendemos. Nunca aceitámos convites da BTV, da estrutura do Benfica, croquetes, camarotes, benesses. Nada. 

Mais alguém pode dizer isto? Não creio. Sobre o jogo de ontem nada tenho a dizer. A única coisa que me apetece escrever, e vai continuar a apetecer, é muito simples: 

Volta, Jorge Deus.

120 MIL NA LUZ NUM BENFICA - FC PORTO

Que saudades desses tempos,...um Benfica vs FC Porto com mais de 120 mil pessoas no antigo Estádio da Luz (apesar dos registos de alguns sites não confirmarem estes números, este blogue sabe que foi assim) e em que a comunicação social fazia o seu trabalho com muita mais 'liberdade' - as 'chamadas reportagens de cabine'. 
Vale a pena recordar esse dia e a reportagem em baixo com todos os intervenientes.

Lisboa, domingo, 23 de Outubro de 1988

BENFICA: Silvino; Veloso, Mozer, Ricardo e Álvaro; Elzo; Abel Campos (Diamantino aos 72'), Vítor Paneira e Chalana; Ademir (Magnusson aos 61') e Vata.

Suplentes não utilizados: Dias Graça, Garrido e Lima.

TREINADOR: Toni

FC Porto: Zé Beto; João Pinto, Geraldão (Dito aos 85'), N´Kongolo e Inácio; André; Bandeirinha, Jaime Pacheco e Sousa; Madjer (Semedo aos 67') e Rui Águas.

Suplentes não utilizados: Vítor Baía, Rui Manuel e Fernando Gomes.

TREINADOR: Quinito

SÉRGIO CONCEIÇÃO COM A AZIA DO COSTUME

O FC Porto em futebol jogado está praticamente idêntico ao Benfica, ontem, 'escorregou' no dragão quando tinha tudo para aumentar a vantagem pontual relativamente ao rival de sempre.

Esta gente também não 'joga a ponta de um corno'. O que é que se retira do jogo de ontem?
Na minha opinião, isto: O FC Porto em relação ao Benfica não tem plantel para vencer este campeonato. Só o vencerá se o Benfica continuar a dar tiros nos pés.
Nem a perca de pontos do SLB no Bonfim conseguiu moralizar os atletas do FC Porto. 

Para finalizar, uma enorme gaitada às declarações de Sérgio Conceição.
Com que então, um penalty não assinalado aos 55 minutos já passou a penalty concretizado em golo? Não se falham penalties? Querem ver que é só o Pizzi?!... 

Era isso que aconteceria aos 55 minutos? Dava logo os três pontos ao FC Porto.
Não nos façam de parvos.



Bardamerda para a maioria dos analistas

  Ansioso para ler e ver o que tem a dizer os 'cientistas da bola', depois de anteontem o Barcelona ter 'empacotado' 8 batat...