sábado, 20 de abril de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
Artur Soares Dias anda louco
Não sou de comentar arbitragens, porque a missão é ingrata e eu tenho admiração e respeito pela maioria da 'malta do apito'.
Só quem andou lá dentro percebe este meu sentimento. Sim, com 15 anos tirei o curso só para melhor conhecer as leis do jogo e fui obrigado a andar lá por dentro estagiando.
Foi 'sol de pouca dura' (2 anos), não era a minha vocação.
Mas a análise desta situação por parte de um árbitro com a experiência e traquejo de Artur Soares Dias é desoladora (ver o vídeo em baixo). É que mesmo após verificar com os próprios olhos no monitor, mandou todos nós (amantes da bola) dar uma volta ao bilhar grande. Muito mau, mesmo!
Nada a favor do Tondela nem contra o Boavista e vice-versa, mas este erro é dos maiores deste campeonato, é que o jogador do Tondela fica com o braço praticamente na mesma posição à espera da bola.
O que se terá passado na cabeça deste árbitro?!, sim, porque, não vou pelas teorias que circulam por aí.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Tarefa quase impossível
Hoje, quase todos os caminhos na cidade do Porto vão dar ao Dragão para a recepção do FC Porto ao Liverpool. Tarefa muitíssimo complicada para os dragões, que saíram da cidade dos Beatles com 2-0 na bagagem.
É quase impossível uma reviravolta na eliminatória, digo isto, porque, não estou a ver o Liverpool não marcar no Dragão, mas, é apenas uma opinião pessoal.
Como diz um amigo meu, no futebol não há impossíveis, tudo pode acontecer. Ok, logo veremos.
No Dragão, na época passada foi assim:
terça-feira, 16 de abril de 2019
As despedidas de jogadores mais emocionantes
É sempre bom recordar o património do futebol - os atletas.
Cheira-me que o Ajax vai surpreender

É já hoje que se ficará a saber se é Juventus ou o Ajax que defrontarão nas meias finais da Champions League o Tottenham ou Manchester City.
Oxalá me engane, mas 'cheira-me' que este Ajax vai continuar a surpreender e seguir em frente. Esta 'rapaziada' se estiver em dia sim, esta Juve de hoje já era…!
Resta-me torcer por um daqueles dias à CR7.
Enquanto não há o pontapé de saída, é rever uma final entre ambos com jogadores de alto gabarito.
domingo, 14 de abril de 2019
Quero lá saber do ranking!

Sou um português à moda antiga. Quando era miúdo, habituei-me a ouvir os relatos das equipas portuguesas nas várias modalidades. Sempre fui sportinguista, mas queria que o Benfica e o FC Porto ganhassem os jogos frente a adversários estrangeiros. Eu e muitos dos meus amigos éramos assim. Contra equipas de outros países não havia cá rivalidades. Torcíamos todos pelo mesmo. Torcíamos todos por Portugal.
Nos meus primeiros anos de profissional, tanto ao serviço do Sporting como do FC Porto, queria que os meus rivais perdessem no campeonato, mas nunca ficava feliz quando isso lhes acontecia na Europa. Este meu sentimento aumentou quando fui jogar para o estrangeiro.
Era um português em Espanha, tinha saudades do meu país, da minha família, dos meus amigos. E, por isso, defendia os representantes portugueses até à morte. Mesmo noutros temas que nada tinham a ver com desporto.
Esta minha forma de pensar não é algo que se veja muito hoje em dia – seja nas novas gerações, seja em pessoas do meu tempo, como alguns daqueles meus amigos que mudaram esse sentimento e opinião. Parece que o fanatismo está muito pior à medida que o tempo vai avançando. E, infelizmente, em muitos casos, é mais forte do que defender o melhor para o nosso país.
Basta ver que nas competições europeias os pontos conquistados por uma equipa servem a todas as outras no ranking. Mas quando uso este argumento em conversa com alguns desses meus amigos fanáticos, a resposta que me dão é sempre a mesma: "Quero lá saber do ranking. Quero é que eles percam sempre." E a partir daqui é como conversar com uma parede. Por isso... mudo logo de tema.
Não sou assim. Nunca fui. Por isso, esta semana voltei a sofrer e torcer pelos portugueses que estiveram em ação nas competições europeias. Fiquei triste pelo FC Porto. Faltou sorte e mais acerto, tanto a Marega – nas oportunidades que teve – como à equipa de arbitragem – com más decisões que prejudicaram os dragões. Mesmo assim, tenho esperança numa reviravolta no jogo da segunda mão. E fiquei contente pelo bom resultado do Benfica. Foi pena o segundo golo dos alemães, mas os encarnados têm tudo para estar nas meias-finais.
O mais admirável desta semana europeia foi ver que nos oito jogos disputados, entre Liga dos Campeões e Liga Europa, marcaram-se 19 golos. Destes, oito foram de portugueses. Quase metade. O primeiro por Cristiano Ronaldo na quarta-feira. Fez o único golo da Juventus em Amesterdão (1-1). Os italianos levam quatro golos nesta fase a eliminar da Champions e todos têm a assinatura do melhor jogador do Mundo de todos os tempos. Igual a ele próprio. Um extraterrestre.
Na quinta foi a vez do ‘niño’ João Félix, com apenas 19 anos, fazer o seu primeiro hat trick na Europa. Uma noite de sonho para ele. No momento da verdade, disse presente e não falhou. Rúben Dias, outro menino, fez o quarto do Benfica e Gonçalo Paciência reduziu a favor do Eintracht Frankfurt. À mesma hora, em Espanha, o rei de Valência voltou a estar em grande. Há umas semanas, contra o Krasnodar, Gonçalo Guedes já tinha posto a sua equipa nos ‘quartos’ da Liga Europa e agora, com os dois golos ao Villarreal, deixou a sua equipa à porta das meias-finais.
Esta é a força dos portugueses no futebol europeu. Deveríamos estar orgulhosos pelo que os nossos fazem e alcançam. Sem fanatismos. Tal como acontecia nos tempos em que eu era miúdo e ouvia os relatos dos portugueses nas competições internacionais. Nesses momentos, não ouvia o Sporting, o Benfica ou o FC Porto. Ouvia Portugal.
Caldeirada da semanaFiquei surpreendido quando o treinador do Bayern Munique, Niko Kovac, fez estas declarações na sexta-feira sobre a luta entre Lewandowski e Coman: "Houve uma luta entre os dois jogadores. Falámos os três após o treino e ambos pediram desculpa pelo seu comportamento e admitiram estar arrependidos pelo sucedido. Não haverá multas porque ambos se entenderam e quando treinamos há emoções à flor da pele." Imediatamente pensei: o Lewandowski e o Coman vão-se odiar eternamente – como vi em muitos casos – ou vão ser grandes amigos, como aconteceu comigo e com o Pizzo Gómez, no At. Madrid.
Nós lá foraA equipa mais portuguesa de Inglaterra é o Wolverhampton. Com 13 portugueses: oito jogadores e cinco elementos da equipa técnica liderada por Nuno Espírito Santo. Subiram na temporada passada à Premier League e, nesta época de estreia, estão a fazer uma campanha absolutamente fantástica. A semana passada, nas meias-finais da Taça de Inglaterra, contra o Watford, fizeram quase um milagre. Estiveram muito perto da final. Foi uma pena. Mas apesar da derrota, o Nuno Espírito Santo e os seus craques estão de parabéns!
Álbum de recordaçõesLuís Figo, numa entrevista ao ‘Universo Valdano’, falou sobre a sua polémica saída do Barcelona para o Real Madrid. Lembrei o quanto estive envolvido naquela operação desde o primeiro ao último dia quando o Luís disse esta frase: "Não vi esse acordo, mas disseram-me: no caso de eu não ir para o Real Madrid se Florentino Pérez ganhasse as eleições, seria eu a pagar um ano completo aos sócios (a quota). Mas quem tinha assinado foi o meu representante e não eu". Recordei o ‘filme’ que foi na reunião que tivemos na Sardenha, quando o Luís soube que esta cláusula realmente existia mesmo e que não havia... marcha-atrás.
Artigo de opinião de Paulo Futre no Jornal recordEra um português em Espanha, tinha saudades do meu país, da minha família, dos meus amigos. E, por isso, defendia os representantes portugueses até à morte. Mesmo noutros temas que nada tinham a ver com desporto.
Esta minha forma de pensar não é algo que se veja muito hoje em dia – seja nas novas gerações, seja em pessoas do meu tempo, como alguns daqueles meus amigos que mudaram esse sentimento e opinião. Parece que o fanatismo está muito pior à medida que o tempo vai avançando. E, infelizmente, em muitos casos, é mais forte do que defender o melhor para o nosso país.
Basta ver que nas competições europeias os pontos conquistados por uma equipa servem a todas as outras no ranking. Mas quando uso este argumento em conversa com alguns desses meus amigos fanáticos, a resposta que me dão é sempre a mesma: "Quero lá saber do ranking. Quero é que eles percam sempre." E a partir daqui é como conversar com uma parede. Por isso... mudo logo de tema.
Não sou assim. Nunca fui. Por isso, esta semana voltei a sofrer e torcer pelos portugueses que estiveram em ação nas competições europeias. Fiquei triste pelo FC Porto. Faltou sorte e mais acerto, tanto a Marega – nas oportunidades que teve – como à equipa de arbitragem – com más decisões que prejudicaram os dragões. Mesmo assim, tenho esperança numa reviravolta no jogo da segunda mão. E fiquei contente pelo bom resultado do Benfica. Foi pena o segundo golo dos alemães, mas os encarnados têm tudo para estar nas meias-finais.
O mais admirável desta semana europeia foi ver que nos oito jogos disputados, entre Liga dos Campeões e Liga Europa, marcaram-se 19 golos. Destes, oito foram de portugueses. Quase metade. O primeiro por Cristiano Ronaldo na quarta-feira. Fez o único golo da Juventus em Amesterdão (1-1). Os italianos levam quatro golos nesta fase a eliminar da Champions e todos têm a assinatura do melhor jogador do Mundo de todos os tempos. Igual a ele próprio. Um extraterrestre.
Na quinta foi a vez do ‘niño’ João Félix, com apenas 19 anos, fazer o seu primeiro hat trick na Europa. Uma noite de sonho para ele. No momento da verdade, disse presente e não falhou. Rúben Dias, outro menino, fez o quarto do Benfica e Gonçalo Paciência reduziu a favor do Eintracht Frankfurt. À mesma hora, em Espanha, o rei de Valência voltou a estar em grande. Há umas semanas, contra o Krasnodar, Gonçalo Guedes já tinha posto a sua equipa nos ‘quartos’ da Liga Europa e agora, com os dois golos ao Villarreal, deixou a sua equipa à porta das meias-finais.
Esta é a força dos portugueses no futebol europeu. Deveríamos estar orgulhosos pelo que os nossos fazem e alcançam. Sem fanatismos. Tal como acontecia nos tempos em que eu era miúdo e ouvia os relatos dos portugueses nas competições internacionais. Nesses momentos, não ouvia o Sporting, o Benfica ou o FC Porto. Ouvia Portugal.
Caldeirada da semanaFiquei surpreendido quando o treinador do Bayern Munique, Niko Kovac, fez estas declarações na sexta-feira sobre a luta entre Lewandowski e Coman: "Houve uma luta entre os dois jogadores. Falámos os três após o treino e ambos pediram desculpa pelo seu comportamento e admitiram estar arrependidos pelo sucedido. Não haverá multas porque ambos se entenderam e quando treinamos há emoções à flor da pele." Imediatamente pensei: o Lewandowski e o Coman vão-se odiar eternamente – como vi em muitos casos – ou vão ser grandes amigos, como aconteceu comigo e com o Pizzo Gómez, no At. Madrid.
Nós lá foraA equipa mais portuguesa de Inglaterra é o Wolverhampton. Com 13 portugueses: oito jogadores e cinco elementos da equipa técnica liderada por Nuno Espírito Santo. Subiram na temporada passada à Premier League e, nesta época de estreia, estão a fazer uma campanha absolutamente fantástica. A semana passada, nas meias-finais da Taça de Inglaterra, contra o Watford, fizeram quase um milagre. Estiveram muito perto da final. Foi uma pena. Mas apesar da derrota, o Nuno Espírito Santo e os seus craques estão de parabéns!
Álbum de recordaçõesLuís Figo, numa entrevista ao ‘Universo Valdano’, falou sobre a sua polémica saída do Barcelona para o Real Madrid. Lembrei o quanto estive envolvido naquela operação desde o primeiro ao último dia quando o Luís disse esta frase: "Não vi esse acordo, mas disseram-me: no caso de eu não ir para o Real Madrid se Florentino Pérez ganhasse as eleições, seria eu a pagar um ano completo aos sócios (a quota). Mas quem tinha assinado foi o meu representante e não eu". Recordei o ‘filme’ que foi na reunião que tivemos na Sardenha, quando o Luís soube que esta cláusula realmente existia mesmo e que não havia... marcha-atrás.
sábado, 13 de abril de 2019
A dimensão europeia de FC Porto e Benfica

Os desempenhos do FC Porto, na Champions, perante o Liverpool, e do Benfica, na Liga Europa, face ao Eintracht Frankfurt, foram diferenciados (uma derrota e uma vitória) e é preciso enquadrá-los para se perceber o que se pode esperar nos jogos da segunda mão, a realizar na próxima semana.
É bom NUNCA nos afastarmos da ideia de que, seja qual for o clube português em acção, o sucesso não é apenas do clube em compita mas do futebol em geral. O futebol português necessita de criar uma ideia de bem comum, algo que está completamente afastado dos discursos dominantes, das elites às bases.
Importa sublinhar algo perfeitamente perceptível mas nem sempre digerido que Liga dos Campeões e Liga Europa são realidades totalmente distintas, quer no plano financeiro, quer no plano desportivo. Genericamente, não se podem confundir as duas provas nem os coeficientes de dificuldade que lhes estão subjacentes.
Para as equipas portuguesas de topo, passar dos oitavos-de-final, na Champions, já é uma proeza significativa; ultrapassar os 'quartos' é algo que se deve valorizar como algo sensacional.
O FC Porto está a realizar, por isso, uma campanha europeia muito positiva, e nesta fase da prova qualquer adversário iria colocar-lhe imensas dificuldades, num quadro de exigência singular.
O 'Liverpool de Klopp' é uma das equipas que melhor joga na Europa, conciliando organização colectiva com talento individual. São 'duas equipas' dentro do mesmo colectivo: a que se movimenta entre o guarda-redes e o último médio, muito por força de uma organização fortíssima, e a que se constitui, na frente, através das deambulações do trio de ataque, constituído por Mohamed Salah, Firmino e Sadio Mané. Foi isso mesmo que se viu em Anfield Road e foi interessante a forma como Sérgio Conceição tentou contrariar esse poderio, com uma pressão alta estrategicamente definida para a fase inicial da partida, que não produziu os efeitos desejados, porque o Liverpool soube 'saltar' essa zona de pressão.
Jogar em pressão sectorial e sobre o potencial portador da bola é uma das 'artes' mais difíceis de alcançar com êxito no futebol. Porque nesse mecanismo e nessa dinâmica são necessárias duas coisas vitais, muito difíceis de conciliar: disponibilidade física (o desgaste é enorme) e força mental. A Liga portuguesa não possui um quadro de exigência que conduza as nossas 'equipas europeias' a serem treinadas para responderem nesse regime de pressão alta (pressionar o adversário quando não têm a bola e ser pressionado quando estão na posse dela). Vemos isso, aqui e ali, na Liga portuguesa, mas não é uma característica dominante do nosso campeonato.
Sérgio Conceição e a sua equipa técnica estudaram muito bem a forma de tentarem criar problemas ao Liverpool, através dessa pressão alta, mas Klopp e os reds estão treinadíssimos e habituados a saltar às zonas de pressão e não se incomodaram muito com isso. E foram eficazes, construindo um resultado que é recuperável, claro, mas isso só será possível numa 'noite perfeita' do FC Porto. A tarefa é mesmo muito difícil - e convém deixar claro que, em Anfield Road, o FC Porto teve a 'puxá-lo para baixo' uma arbitragem negativa. Salah não deveria jogar a segunda mão - isso não tem discussão.
A Liga Europa é, pois, a competição (europeia) mais ao jeito e à dimensão das equipas portuguesas e chegar à final é algo mais plausível. As equipas que caem da Champions têm, em tese, mais possibilidades (a verdade é que nesta discussão particular só já estão três, Benfica, Valencia e Nápoles), embora as equipas inglesas (Arsenal e Chelsea) tenham uma palavra importante a dizer.
Na Luz, o Benfica teve um comportamento com duas faces. São possíveis várias leituras: a vitória, só por si, perante uma belíssima equipa da Bundesliga, que já não perdia há 15 jogos e não sofria quatro ou mais golos desde Agosto do ano passado. O resultado é positivo (não deve haver lamentos quando se leva uma vantagem de dois golos) mas também é perigoso. O Eintracht possui uma belíssima equipa e é de elementar justiça aceitar que a equipa sofreu muito, nos seus mecanismos e na sua integridade táctica, com a expulsão de N'Dicka. Deve ser objecto de reflexão o Benfica sofrer dois golos com o adversário reduzido a dez unidades.
Foi uma noite europeia vibrante dos encarnados (aquele golo de Gonçalo Paciência, ai, ai…), mas foi uma noite europeia incompleta, susceptível de levantar muitas interrogações. Se quer seguir em frente, o Benfica tem de apostar as fichas todas no jogo em Frankfurt e possui condições para isso, uma vez que poderá fazer a sua recuperação para o jogo a seguir para o campeonato em quase quatro dias, na Luz, com o Marítimo. O Benfica tem aqui uma oportunidade de ouro, na Europa, que não deve desaproveitar.
A dimensão europeia de FC Porto e Benfica também está a ser testada e a 'desculpa' do 'foco no campeonato' dá jeito mas não colhe. É preciso saber aproveitar as oportunidades.
Importa sublinhar algo perfeitamente perceptível mas nem sempre digerido que Liga dos Campeões e Liga Europa são realidades totalmente distintas, quer no plano financeiro, quer no plano desportivo. Genericamente, não se podem confundir as duas provas nem os coeficientes de dificuldade que lhes estão subjacentes.
Para as equipas portuguesas de topo, passar dos oitavos-de-final, na Champions, já é uma proeza significativa; ultrapassar os 'quartos' é algo que se deve valorizar como algo sensacional.
O FC Porto está a realizar, por isso, uma campanha europeia muito positiva, e nesta fase da prova qualquer adversário iria colocar-lhe imensas dificuldades, num quadro de exigência singular.
O 'Liverpool de Klopp' é uma das equipas que melhor joga na Europa, conciliando organização colectiva com talento individual. São 'duas equipas' dentro do mesmo colectivo: a que se movimenta entre o guarda-redes e o último médio, muito por força de uma organização fortíssima, e a que se constitui, na frente, através das deambulações do trio de ataque, constituído por Mohamed Salah, Firmino e Sadio Mané. Foi isso mesmo que se viu em Anfield Road e foi interessante a forma como Sérgio Conceição tentou contrariar esse poderio, com uma pressão alta estrategicamente definida para a fase inicial da partida, que não produziu os efeitos desejados, porque o Liverpool soube 'saltar' essa zona de pressão.
Jogar em pressão sectorial e sobre o potencial portador da bola é uma das 'artes' mais difíceis de alcançar com êxito no futebol. Porque nesse mecanismo e nessa dinâmica são necessárias duas coisas vitais, muito difíceis de conciliar: disponibilidade física (o desgaste é enorme) e força mental. A Liga portuguesa não possui um quadro de exigência que conduza as nossas 'equipas europeias' a serem treinadas para responderem nesse regime de pressão alta (pressionar o adversário quando não têm a bola e ser pressionado quando estão na posse dela). Vemos isso, aqui e ali, na Liga portuguesa, mas não é uma característica dominante do nosso campeonato.
Sérgio Conceição e a sua equipa técnica estudaram muito bem a forma de tentarem criar problemas ao Liverpool, através dessa pressão alta, mas Klopp e os reds estão treinadíssimos e habituados a saltar às zonas de pressão e não se incomodaram muito com isso. E foram eficazes, construindo um resultado que é recuperável, claro, mas isso só será possível numa 'noite perfeita' do FC Porto. A tarefa é mesmo muito difícil - e convém deixar claro que, em Anfield Road, o FC Porto teve a 'puxá-lo para baixo' uma arbitragem negativa. Salah não deveria jogar a segunda mão - isso não tem discussão.
A Liga Europa é, pois, a competição (europeia) mais ao jeito e à dimensão das equipas portuguesas e chegar à final é algo mais plausível. As equipas que caem da Champions têm, em tese, mais possibilidades (a verdade é que nesta discussão particular só já estão três, Benfica, Valencia e Nápoles), embora as equipas inglesas (Arsenal e Chelsea) tenham uma palavra importante a dizer.
Na Luz, o Benfica teve um comportamento com duas faces. São possíveis várias leituras: a vitória, só por si, perante uma belíssima equipa da Bundesliga, que já não perdia há 15 jogos e não sofria quatro ou mais golos desde Agosto do ano passado. O resultado é positivo (não deve haver lamentos quando se leva uma vantagem de dois golos) mas também é perigoso. O Eintracht possui uma belíssima equipa e é de elementar justiça aceitar que a equipa sofreu muito, nos seus mecanismos e na sua integridade táctica, com a expulsão de N'Dicka. Deve ser objecto de reflexão o Benfica sofrer dois golos com o adversário reduzido a dez unidades.
Foi uma noite europeia vibrante dos encarnados (aquele golo de Gonçalo Paciência, ai, ai…), mas foi uma noite europeia incompleta, susceptível de levantar muitas interrogações. Se quer seguir em frente, o Benfica tem de apostar as fichas todas no jogo em Frankfurt e possui condições para isso, uma vez que poderá fazer a sua recuperação para o jogo a seguir para o campeonato em quase quatro dias, na Luz, com o Marítimo. O Benfica tem aqui uma oportunidade de ouro, na Europa, que não deve desaproveitar.
A dimensão europeia de FC Porto e Benfica também está a ser testada e a 'desculpa' do 'foco no campeonato' dá jeito mas não colhe. É preciso saber aproveitar as oportunidades.
*Texto escrito com a antiga ortografia
JARDIM DAS ESTRELAS
João Félix debate-se
*****
Marcar três golos aos 19 anos num jogo europeu é sempre, seja qual for o ângulo de análise, uma proeza. Ela foi assinada por João Félix, um menino que tem muito futebol - e logo se abriu um estranho debate sobre os 'altos e baixos' do rendimento do jovem jogador, para o qual também contribuiu Bruno Lage…
Parece que, a este nível, estamos sempre a 'marcar passo', face à incompreensão deste 'fenómeno' que é o futebol, há uma parte quantitativa assente em estatísticas e resultados e depois há uma análise qualitativa associada à natureza e qualidade dos desempenhos, com múltiplas leituras, passíveis de serem contrariadas. Faz parte. O miúdo Félix tem um talento indiscutível, joga entre linhas como poucos, é inteligente, mas não é uma máquina e começa a ser confrontado com a 'música' dos milhões. As oscilações são normais, o debate é normal e também é normal a propaganda resultante da parceria Benfica-Mendes, e isso a parceria tem feito muito bem, inflacionando o preço dos jogadores no mercado.
Não sei, sinceramente, se João Félix chegará a ser um 'jogador de elite' no futebol europeu, mas de uma coisa tenho a certeza: constituirá, a prazo, um grande 'encaixe' para o Benfica.
O CACTO
G15, FPF, RTP…
Começa a ser cruel e superdesgastante esta 'guerra' entre FC Porto e Benfica, com o Sporting a ver-se confrontado com os resultados da auditoria de gestão, que não podem deixar ninguém sossegado em Alvalade. O G15 parecia ser uma boa proposta, mas já se perceberam as fragilidades e as dependências . Entretanto, a FPF contrata jornalistas (…) e a RTP é um 'case study' na sua relação com o futebol. A seguir
quinta-feira, 11 de abril de 2019
Samaris e João Felix são outra loiça
O Benfica deu hoje um bom passo para se apurar para as meias finais da Liga Europa com esta vitória por 4-2 contra os alemães do Eintracht Frankfurt.
Quase tudo correu bem, a expulsão justíssima de Evan N’Dicka e o penalty concretizado por João Félix deu início a uma noite boa para os encarnados.
Samaris demonstrou que tem de ser sempre titular (não precisa de descanso, jogou pouco com Rui Vitória) porque dá outra dinâmica a este meio campo do Benfica libertando o menino João Félix para fazer o que melhor saber - ser um vagabundo (no bom sentido) em zonas perto da baliza adversária.
Bruno Lage que se deixe de 'carvalhices'
Hoje, é dia de Liga Europa e com a entrada em campo de uma equipa portuguesa - o Benfica. Nesta fase da competição não há adversários fáceis e este Eintracht Frankfurt não é pêra doce.
Há que ir a jogo com os melhores, e os melhores são aqueles que tem mais ritmo de jogo, não há que 'rodar' jogadores por causa do campeonato. As duas próximas jornadas são em casa e com adversários acessíveis, basta não complicar.
Por falar em complicar, é bom que Bruno Lage se deixe de uma vez por todas de 'carvalhices' e ponha toda a carne no assador. É bom não esquecer que já foi com o actual treinador que o Benfica deiou pelo caminho a Taça da Liga e a Taça de Portugal, com apostas em jogadores que não lembra ao diabo.
Também é certo que, foi com o actual treinador (sem inventar) que o Benfica recuperou 7 pontos no campeonato. Mas é a tal coisa, há sempre o receio deste treinador ainda não ter interiorizado que no Benfica não se pode arriscar sem ter certezas.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
terça-feira, 9 de abril de 2019
Fruta oferecida pelo FC Porto?!...
Encontrei este vídeo nas redes sociais e fartei-me de rir. Boulahrouz, ex-atleta do sporting, recorda a sua passagem pelo clube em 2012-2013 e como acha que o FC Porto foi campeão nessa época.
Quem não deve ter gostado nada disto deve ter sido o Francisco J Marques. Será que ele viu este vídeo? Partilhem esta relíquia para ver se o gajo toma juízo.
Falemos de futebol e não só!
Esta semana estão de volta as competições europeias, hoje e amanhã a Champions League e na quinta-feira a Europe League.
FC Porto e Benfica tem ossos duros de roer, se bem que, o do FC Porto é uma tarefa praticamente impossível.
FC Porto e Benfica tem ossos duros de roer, se bem que, o do FC Porto é uma tarefa praticamente impossível.
Que estas duas 'equipas' consigam aliar o saber à sorte!
Enquanto não há o apito inicial para os jogos de hoje, há que desfrutar de coisas boas.

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Bardamerda para a maioria dos analistas
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Nada como sair de 2019 e entrar em 2020 com a Lenka da Silva. Continua uma brasa. A todos os que por aqui passam, desejo umas boas saída...
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